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Menopausa tardia é associada a menos danos nos vasos sanguíneos do cérebro, aponta estudo
Foto: Divulgação

Pesquisa com mulheres de 70 anos identificou relação entre maior tempo de exposição ao estrogênio e melhores indicadores de saúde vascular cerebral na terceira idade.

Mulheres que passam pela menopausa mais tarde podem apresentar menos sinais de danos nos pequenos vasos sanguíneos do cérebro durante o envelhecimento. A associação foi identificada em um estudo publicado na revista científica Neurology, em 4 de novembro de 2026.

 

A pesquisa foi conduzida por cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, e analisou 352 mulheres com idade média de 70 anos. Os pesquisadores investigaram a relação entre o tempo de exposição ao estrogênio ao longo da vida reprodutiva e indicadores de saúde cerebral.

 

Os resultados apontaram que mulheres com períodos reprodutivos mais longos apresentaram menor ocorrência de sinais de doença dos pequenos vasos cerebrais. Esse intervalo corresponde ao período entre a primeira menstruação e a menopausa.

 

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Segundo os pesquisadores, cada aumento no tempo de vida reprodutiva esteve associado a uma redução de 8% nas chances de apresentar maior carga de alterações vasculares cerebrais. Essas alterações podem envolver pequenas lesões, micro-hemorragias e mudanças nos espaços ao redor dos vasos sanguíneos.

 

O estudo também avaliou mulheres que utilizaram contraceptivos orais e fizeram terapia hormonal durante a menopausa. O uso da terapia hormonal foi associado a menos sinais de micro-hemorragias cerebrais e alterações nos pequenos vasos.

 

As participantes que utilizaram contraceptivos durante a vida reprodutiva e posteriormente fizeram terapia hormonal apresentaram os indicadores mais favoráveis de integridade da substância branca cerebral. Essa estrutura é formada por fibras nervosas responsáveis pela comunicação entre diferentes regiões do cérebro.

 

Os cientistas ressaltam, entretanto, que os resultados demonstram uma associação, mas não comprovam que a exposição prolongada ao estrogênio seja a causa direta da proteção cerebral. A pesquisa também não estabelece que a terapia hormonal deva ser utilizada para prevenir Alzheimer ou demência.

 

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Os autores destacam que novas investigações são necessárias para compreender melhor a relação entre os hormônios femininos e o envelhecimento cerebral. Os resultados contribuem para ampliar o conhecimento sobre a saúde neurológica das mulheres, mas ainda não representam uma recomendação de tratamento.

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