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Estudo com mais de 6 milhões de pessoas revela que mulheres sentem dor com maior frequência que homens
Foto: Magnific

A dor feminina não é uma versão exagerada da masculina, e sim um processo biológico com raízes genéticas, imunológicas e hormonais próprias

Uma pesquisa internacional publicada na revista científica Nature Medicine aponta que mulheres sentem dores com maior frequência e intensidade do que homens. O levantamento reuniu dados de mais de 6,1 milhões de pessoas, em 118 países, e identificou diferenças em todas as 11 regiões do corpo analisadas. Os resultados reforçam que a experiência da dor apresenta variações importantes entre os sexos.

 

Os pesquisadores avaliaram relatos de dores na cabeça, rosto, pescoço, ombros, tórax, abdômen, costas, cotovelos, mãos, quadris, joelhos, pés e tornozelos. Em todas essas regiões, a prevalência foi maior entre as mulheres. As diferenças mais expressivas apareceram nas dores faciais, de cabeça e abdominais, indicando que o fenômeno não se limita a problemas relacionados ao ciclo menstrual ou à saúde reprodutiva.

 

A análise também mostrou que a intensidade da dor muda conforme a idade. Entre homens e mulheres, os episódios mais incapacitantes tendem a atingir o pico por volta dos 50 anos, enquanto a dor generalizada se torna mais frequente em faixas etárias avançadas. Já os desconfortos nas costas, quadris e joelhos apresentam tendência de crescimento ao longo da vida, especialmente em regiões que sustentam o peso corporal.

 

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Além das diferenças entre os sexos, o estudo identificou fatores associados ao aumento dos casos, como tabagismo, obesidade e baixa renda. Pessoas que vivem em países com menor Índice de Desenvolvimento Humano também apresentam maior prevalência de dores na terceira idade. A dor lombar entre idosos dessas regiões, por exemplo, pode chegar a quase o dobro da observada em países com IDH elevado.

 

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Os autores utilizaram informações relatadas pelos próprios participantes, em vez de considerar apenas diagnósticos médicos, para incluir pessoas com dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Apesar das limitações relacionadas às diferenças entre os métodos de coleta e à disponibilidade de dados em cada região, a pesquisa amplia o entendimento sobre a dor e destaca a importância de considerar as particularidades de cada grupo na prevenção, no diagnóstico e no tratamento. 

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