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Menos calorias não significa mais saúde, alertam nutricionistas
Foto: Divulgação

Especialistas orientam que rótulos com “zero” e “light” não devem ser o único critério na hora de escolher os alimentos.

Escolher um alimento apenas por ter menos calorias pode ser um erro, segundo nutricionistas. Produtos com versões “zero”, “light” ou “baixo em calorias” costumam transmitir a impressão de serem mais saudáveis, mas a qualidade nutricional depende de diversos outros fatores, como a presença de fibras, proteínas, gorduras boas e o nível de processamento.

 

Especialistas explicam que o valor calórico informa apenas a quantidade de energia fornecida pelo alimento, sem indicar se ele oferece nutrientes importantes para o organismo.

 

A nutricionista Caroline Romeiro, gerente técnica de nutrição do Conselho Federal de Nutrição (CFN), destaca que dois alimentos podem apresentar quantidades semelhantes de calorias, mas provocar efeitos completamente diferentes no organismo.

 

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Ela cita como exemplo alimentos como castanhas e abacate, que são naturalmente mais calóricos, mas ricos em gorduras saudáveis, vitaminas e minerais. Já produtos industrializados com poucas ou nenhuma caloria podem conter adoçantes, corantes, aromatizantes e conservantes, sem necessariamente oferecer benefícios nutricionais relevantes.

 

Segundo as especialistas, muitos produtos vendidos como alternativas mais leves pertencem ao grupo dos ultraprocessados.

 

Para manter sabor, textura e aparência após a redução de açúcar ou gordura, a indústria costuma adicionar outros ingredientes, o que pode resultar em listas extensas de componentes pouco familiares ao consumidor.

 

A nutricionista Giovanna Barreiro, do Hospital Brasília, reforça que a composição completa do alimento deve ser considerada, e não apenas o número de calorias informado na embalagem.

 

SACIEDADE TAMBÉM IMPORTA

 

Outro ponto destacado pelos profissionais é que alimentos com poucas calorias nem sempre promovem saciedade.

 

A nutricionista Cynara Oliveira, supervisora de nutrição do Hospital Santa Lúcia, explica que fibras, proteínas e o volume do alimento são fatores fundamentais para prolongar a sensação de satisfação após a refeição.

 

Quando esses nutrientes estão em baixa quantidade, a fome tende a retornar mais rapidamente, aumentando o risco de consumir mais alimentos ao longo do dia.

 

COMO FAZER ESCOLHAS MELHORES

 

As nutricionistas recomendam que o consumidor observe o rótulo completo antes de decidir pela compra. Além das alegações como “zero” ou “light”, vale analisar:

 

a ordem dos ingredientes na lista;


a presença de açúcares adicionados;


o teor de sódio e gorduras;


a quantidade de fibras e proteínas;


o tamanho das porções indicadas na embalagem.

 

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Comparar os valores nutricionais por 100 gramas ou 100 mililitros também ajuda a fazer escolhas mais conscientes e equilibradas. 

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