Conversas com apelidos, comentários considerados ofensivos e conteúdo impróprio em celular corporativo levaram à demissão de três empregados.
Um funcionário teve a demissão por justa causa mantida pela Justiça após participar de conversas consideradas inadequadas em um grupo de mensagens relacionado ao trabalho. Entre os apelidos usados para se referir a colegas estavam "pantera", "danada" e "selvagem". O caso foi analisado pela 3ª Vara do Trabalho de São Caetano do Sul (SP), que rejeitou o pedido do trabalhador para reverter a dispensa.
De acordo com o processo, a empresa identificou o conteúdo das mensagens ao analisar celulares corporativos utilizados pelos funcionários. A investigação resultou na demissão de três colaboradores.
Durante o julgamento, uma testemunha afirmou que as conversas continham comentários sobre colegas de trabalho e vendedoras, além de mensagens envolvendo a gerente da área com insinuações sobre sua vida pessoal. O processo também aponta a existência de comentários de cunho homofóbico acompanhados da foto de um funcionário fantasiado de sereia durante uma festa.
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Na ação, o trabalhador alegou que não recebeu explicações detalhadas sobre os motivos da justa causa no momento do desligamento e que apenas foi informado sobre o tipo de rescisão contratual.
Ao analisar o caso, o juiz João Felipe Arrigoni entendeu que o conteúdo das mensagens era incompatível com a conduta esperada no ambiente profissional, destacando que as conversas ocorreram por meio de um aparelho celular fornecido pela empresa para uso no trabalho.
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Com esse entendimento, a Justiça manteve a demissão por justa causa. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.