Especialista afirma que o governo precisará apresentar propostas econômicas confiáveis para reduzir incertezas sobre o dólar, a Bolsa de Valores e os juros futuros.
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou incertezas no mercado financeiro sobre os rumos da economia brasileira. Entre as principais preocupações dos investidores estão a situação fiscal do país e a capacidade do governo de negociar medidas econômicas com um Congresso Nacional considerado mais à direita.
Carlos Pessoa, CEO da Vêneto Family Office, avalia que o controle das contas públicas continuará no centro das discussões durante o novo mandato. Para o especialista, os investidores devem acompanhar de perto as decisões econômicas e a composição da equipe que ficará responsável pela condução da política fiscal.
Segundo Pessoa, o mercado financeiro não deverá conceder ao governo o mesmo benefício da dúvida observado no início do mandato anterior. Na avaliação dele, será necessário apresentar uma agenda fiscal considerada confiável para melhorar as expectativas em relação ao câmbio, à Bolsa de Valores e aos juros futuros.
Veja também

Dólar opera estável a R$ 5,35 nesta quarta-feira
Petrobras deve aumentar querosene de aviação em 7% a partir de novembro
O analista também destacou que a trajetória da dívida pública é uma preocupação importante para os agentes econômicos. A percepção de risco fiscal pode influenciar as decisões de investimento e dificultar a redução dos juros de longo prazo, especialmente quando os investidores não identificam medidas suficientes para estabilizar as contas públicas.
Outro ponto citado por Pessoa é a possibilidade de os juros futuros permanecerem elevados. Ele avalia que o cenário internacional, incluindo as taxas de juros dos Estados Unidos, pode limitar o espaço para uma redução mais expressiva dos rendimentos no mercado brasileiro.
Nesse contexto, a renda fixa e os investimentos atrelados ao dólar podem continuar entre as alternativas consideradas pelos investidores. Pessoa também mencionou oportunidades em ativos de empresas que sofreram desvalorização, mas ressaltou que essas operações envolvem riscos e exigem disposição para enfrentar oscilações do mercado.
A composição da equipe econômica será outro fator acompanhado pelos investidores. Entre os nomes mencionados nas discussões estão o governador do Piauí, Rafael Fonteles, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Para o analista, as escolhas e as primeiras sinalizações do governo poderão indicar o caminho que será adotado na condução da economia.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Pessoa concluiu que as expectativas do mercado dependerão das decisões que forem anunciadas e da capacidade do governo de apresentar medidas fiscais consistentes. Até que haja maior clareza sobre os próximos passos da política econômica, as incertezas poderão continuar influenciando o comportamento do dólar, da Bolsa e dos juros futuros.