Previsão de reajuste pode elevar os custos das companhias aéreas; combustível acumula altas ao longo de 2026 em meio à valorização do petróleo no mercado internacional
A Petrobras deve aumentar em aproximadamente 7% o preço do querosene de aviação (QAV) a partir de novembro. A previsão de reajuste ocorre após sucessivas altas do combustível ao longo de 2026, pressionadas pela valorização das cotações internacionais do petróleo e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
O querosene de aviação é utilizado no abastecimento de aviões e helicópteros e representa uma parcela significativa dos custos operacionais das companhias aéreas. Por isso, mudanças no preço do combustível podem afetar as despesas das empresas e influenciar decisões comerciais relacionadas às passagens aéreas.
Em outubro, a Petrobras já havia elevado o preço médio de venda do QAV às distribuidoras em 11,76%. O valor médio passou de R$ 5,585 por litro, em setembro, para R$ 6,242 por litro no mês seguinte, segundo dados divulgados pela companhia e pela Agência Brasil.
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A sequência de reajustes está relacionada às oscilações do mercado internacional de petróleo. A Petrobras atribuiu as altas recentes ao aumento das cotações do combustível e ao agravamento das tensões no Oriente Médio, que provocaram dificuldades na logística da indústria petrolífera e influenciaram a oferta global.
Embora o Brasil seja produtor de petróleo, os preços dos derivados também sofrem influência do mercado internacional. O querosene de aviação comercializado pela Petrobras é vendido às distribuidoras, que ficam responsáveis pelo transporte e pela revenda do produto às companhias aéreas e a outros consumidores nos aeroportos.
O impacto dos reajustes preocupa o setor aéreo porque o combustível está entre os principais componentes dos custos das empresas. Antes da escalada recente dos preços, o QAV representava cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras. Com a elevação dos valores, essa participação aumentou, pressionando o orçamento das empresas.
Para reduzir os efeitos financeiros dos aumentos, a Petrobras já adotou mecanismos de parcelamento de reajustes em determinados períodos. A medida permite que as distribuidoras dividam o pagamento dos aumentos em parcelas mensais, diminuindo a pressão imediata sobre o fluxo de caixa das empresas que compram o combustível.
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O reajuste previsto para novembro ainda deve ser acompanhado pelos agentes do setor, especialmente pelas companhias aéreas e pelas distribuidoras. A confirmação do percentual e dos valores aplicados depende da divulgação oficial dos preços pela Petrobras, que realiza os ajustes do querosene de aviação no início de cada mês.