O avanço das chamadas canetas emagrecedoras não impediu que o brasileiro aumentasse o consumo de sorvete. Uma pesquisa da Associação Brasileira do Sorvete e Outros Gelados Comestíveis (Abrasorvete), em parceria com a Fundação Getulio Vargas, aponta que o consumo chegou a 8,68 litros por pessoa ao ano, alta de 13% em relação aos 7,7 litros registrados dois anos antes.
O levantamento ouviu 2,5 mil pessoas em diferentes regiões do país e mostrou que os medicamentos da classe GLP-1 estão mudando a maneira como parte dos consumidores escolhe a sobremesa. Cerca de 30% dos entrevistados disseram usar ou já ter usado esse tipo de medicamento. Entre os que fazem tratamento atualmente, 54,1% afirmaram ter reduzido o tamanho ou a quantidade das porções.
A redução, porém, não significa que os usuários tenham abandonado o sorvete. Entre eles, 11,2% disseram consumir a sobremesa diariamente, contra 2,5% entre os que não utilizam as chamadas canetas. Ao mesmo tempo, 40,5% dos usuários procuram versões sem açúcar e 36,2% demonstram preferência por opções com maior quantidade de proteína.
Veja também

Olfato tem caminho direto no cérebro que liga cheiros a memórias
A pesquisa também mostra que o consumidor está disposto a pagar mais por produtos considerados diferenciados. Cerca de 73,7% dos entrevistados afirmaram que aceitariam pagar mais por sorvetes gourmet ou artesanais. Ingredientes naturais e versões proteicas também aparecem entre os atributos que despertam maior interesse. Apesar das novas tendências, o sabor continua sendo o principal fator de escolha, citado por 62,6% dos participantes.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Os dados indicam, portanto, que as mudanças provocadas pelos medicamentos para emagrecimento estão mais relacionadas à quantidade e ao tipo de produto consumido do que ao abandono do sorvete. O mercado vem se adaptando com porções menores e opções com apelo funcional, enquanto o consumo geral da sobremesa continua crescendo no Brasil.