Estudo internacional revela que os animais estão sendo cada vez mais afetados pela poluição, independente do local onde vivem no mar
O avanço da poluição nos mares tem crescido em níveis alarmantes e afetado cada vez mais os animais. Uma das provas disso é que, diferente do que se pensava anteriormente, um novo estudo identificou que, mesmo vivendo no fundo do mar, mamíferos marinhos não estão imunes à contaminação por PFAS – produtos químicos tóxicos extremamente resistentes e produzidos por humanos.
O artigo é liderado pela Universidade Massey, na Nova Zelândia, em colaboração com pesquisadores australianos. A descoberta foi publicada na revista científica Science of the Total Environment em 18 de novembro.
Para os cientistas, o principal resultado é desmistificar que viver em águas profundas protege os animais marinhos contra a poluição causada pelo homem.Também há preocupação com os impactos provocados pelo PFAS. Quando entram em contato com humanos ou animais, as substâncias químicas podem afetar sistemas importantes para o funcionamento do corpo, incluindo o imunológico, endócrino e reprodutivo, aumentando o risco de prejuízos à saúde.
Veja também

Marina: licenciamento sofreu demolição e Ibama fica de mão atadas
Com o objetivo de medir os níveis de PFAS, foram analisados tecidos de 127 animais de 16 espécies de baleias dentadas e golfinhos nas águas neozelandesas. Entre os bichos, estavam exemplares mais costeiros, como golfinhos-nariz-de-garrafa, e cachalotes de mergulho profundo.

Foto: Reprodução
Oito das 16 espécies nunca haviam passado por avaliações em nenhum lugar do mundo para saber se havia contaminação por PFAS. Entre os “estreantes” estavam o golfinho-de-hector, nativo da Nova Zelândia, e três espécies de baleias-bicudas.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Foi investigado como o contágio da substância variava de acordo com a espécie, sexo, idade e habitat onde moravam e se alimentavam. Segundo o coautor do estudo, Frédérik Saltré, medir a intoxicação apenas pelo local habitado é pouco confiável, necessitando de uma avaliação mais ampla.
Fonte: Metrópoles