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Meta 30×30 expõe desafio global: proteger o oceano exige mais do que criar áreas marinhas
Foto: Divulgação

Relatórios apontam avanço na criação de áreas protegidas, mas alertam que eficácia depende de fiscalização, financiamento e gestão contínua.

O objetivo global de proteger pelo menos 30% dos oceanos até 2030, conhecido como meta 30×30, tem impulsionado a criação de áreas marinhas protegidas em todo o mundo. No entanto, especialistas alertam que o desafio atual não é mais ampliar os compromissos, mas garantir que eles sejam efetivamente implementados.

 

O tema é discutido em análises produzidas por pesquisadoras da Universidade Estadual do Oregon e do Instituto Smithsonian de Pesquisa Tropical, publicadas na plataforma The Conversation. Segundo os estudos, o oceano abriga uma biodiversidade essencial para o equilíbrio climático, a segurança alimentar e a subsistência de comunidades costeiras, mas enfrenta pressões crescentes como pesca excessiva, poluição e mudanças climáticas.

 

A meta 30×30 ganhou força em acordos internacionais e já resultou na criação de milhões de quilômetros quadrados de áreas protegidas. Atualmente, cerca de 10% dos oceanos contam com algum nível de proteção, mas apenas uma pequena parte dessas áreas possui proteção considerada efetiva.

 

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Os relatórios apontam que muitas dessas regiões funcionam apenas no papel, sem fiscalização adequada ou regras claras, o que permite a continuidade de atividades como a pesca predatória. Isso revela uma lacuna entre a criação formal das áreas e sua capacidade real de conservação.

 

Outro desafio destacado é a necessidade de estrutura para funcionamento dessas zonas protegidas. Especialistas ressaltam que a conservação eficaz depende de gestão ativa, financiamento contínuo, monitoramento, capacitação de equipes e participação das comunidades locais.

 

Apesar do avanço político e do aumento de compromissos internacionais, a capacidade de implementação ainda é desigual entre os países. Em muitos casos, faltam recursos, coordenação e modelos de governança adaptados às realidades regionais.

 

Iniciativas em diferentes partes do mundo tentam reduzir essa lacuna, combinando treinamento de gestores, apoio técnico e novas formas de financiamento para projetos de conservação marinha.

 

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À medida que 2030 se aproxima, pesquisadores destacam que o principal desafio não está apenas em expandir áreas protegidas, mas em garantir que elas sejam sustentáveis, eficazes e capazes de gerar benefícios reais para os ecossistemas e para as populações que dependem do oceano. 

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