Quatro estados acusam a empresa de desenvolver plataformas para manter adolescentes conectados e de esconder os riscos à saúde mental; companhia nega todas as acusações
A Meta, dona do Facebook e do Instagram, afirmou que pode ser alvo de uma multa de US$ 1,4 trilhão nos Estados Unidos após ser processada por quatro estados que acusam a empresa de criar plataformas projetadas para manter adolescentes conectados por mais tempo e esconder os riscos à saúde mental. O julgamento está marcado para agosto, na Califórnia.
Segundo documentos apresentados à Justiça, os estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey calcularam a penalidade com base no número de supostas infrações cometidas contra jovens usuários e nos valores previstos pelas leis estaduais de proteção ao consumidor. A Meta classificou o montante como "absurdo", afirmando que a multa seria inédita e sem qualquer respaldo nas provas do processo.
Além desses quatro estados, outros 25 também processam a empresa por supostas violações da Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (COPPA), acusando a gigante da tecnologia de coletar dados de menores sem o consentimento adequado dos pais. Outras ações semelhantes ainda serão analisadas separadamente pela Justiça americana.
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A Meta nega todas as acusações e afirma que não existem provas de que tenha enganado usuários sobre a segurança de suas plataformas. A empresa também sustenta que o chamado "vício em redes sociais" não é uma condição psiquiátrica oficialmente reconhecida, argumento usado para contestar as alegações feitas pelos procuradores.
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Mesmo assim, a Justiça decidiu manter o processo, entendendo que ainda há questões importantes a serem analisadas, como se as plataformas foram desenvolvidas para gerar dependência em crianças e adolescentes e se a empresa priorizou os lucros em detrimento da segurança dos usuários. Caso seja condenada, a Meta poderá enfrentar uma das maiores punições financeiras já impostas a uma empresa de tecnologia nos Estados Unidos.