Para 34%, essas questões chegam a ser motivo para evitar o sexo
Sete em cada dez brasileiras acreditam que uma vida sexual ativa está diretamente ligada à felicidade. É o que revela a pesquisa “Prazeres Universa + Tech4Sex”, realizada com 1.000 mulheres de todas as regiões do país, entre 26 de maio e 1º de junho de 2023. Além disso, 65% delas afirmam sentir melhora na autoestima após o sexo, e mais da metade (52%) percebe reflexos positivos na concentração e no desempenho profissional. Quase 40% destacam benefícios também para a saúde mental.
O levantamento mostra ainda que o prazer não depende apenas do corpo — o cérebro é o principal “órgão sexual” das mulheres. Problemas emocionais como estresse, ansiedade e depressão foram apontados por 42% das entrevistadas como os maiores obstáculos para alcançar o prazer. Para 34%, essas questões chegam a ser motivo para evitar o sexo.
Segundo especialistas, a explicação está no impacto das emoções sobre o desejo e a excitação. Quando há tensão ou preocupação, ocorre o que a psicologia chama de distração cognitiva: a mente se dispersa, dificultando a entrega e o foco na relação. Como o prazer feminino depende tanto de conexão quanto de estímulo físico, o estado mental tem papel central.
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A boa notícia é que é possível reverter essa desconexão com treino e intencionalidade. Planejar momentos eróticos, criar um clima romântico e reservar tempo para o sexo ajudam o corpo e a mente a “entrarem no jogo”. Recursos simples, como um jantar, um filme sensual ou uma escapada a dois, são estímulos que fortalecem o vínculo e reacendem o desejo.
Especialistas também observam que, quanto mais tempo uma mulher passa sem sexo, mais difícil se torna retomar o foco erótico — e, por outro lado, quanto mais o sexo é incorporado à rotina, mais natural e prazeroso ele se torna. Manter o erotismo em evidência é, portanto, uma forma de cuidar da própria saúde emocional.
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Outro ponto importante é entender que o sexo não é uma área isolada da vida. Trabalho, saúde, maternidade e prazer se entrelaçam — e ignorar essa interdependência pode afetar o bem-estar geral.
MATERNIDADE E PRAZER: O REENCONTRO COM O PRÓPRIO CORPO
O estudo aponta que as mães têm uma percepção ainda mais clara sobre os benefícios do sexo. Enquanto 45% delas associam a vida sexual à saúde mental, entre as mulheres sem filhos essa proporção cai para 32%. A relação entre prazer e felicidade também é mais forte no grupo das mães (30%, contra 19% entre as não mães).

Fotos: Reprodução
Elas se mostram, inclusive, mais dispostas a investir em brinquedos e produtos eróticos: 19% afirmam que comprariam vibradores e acessórios para melhorar a experiência sexual — um índice mais que o dobro do registrado entre as mulheres sem filhos (8%).
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Para muitas mulheres, o sexo após a maternidade representa uma forma de reconexão com a própria identidade, após o intenso mergulho nas demandas da vida familiar. Recuperar o prazer é também uma maneira de voltar ao centro de si mesmas — e, quando esse espaço é cultivado com consciência, pode se transformar em uma fonte de energia, equilíbrio e autoestima.
Fonte: FA Notícias