Presidente do México Claudia Sheinbaum
O clima esquentou de vez após o governo do México revelar um dado que chocou até autoridades experientes: 13 mexicanos morreram dentro dos Estados Unidos enquanto estavam sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega, o temido ICE. Os casos aconteceram ao longo do último ano, em meio às operações e ações ligadas diretamente à política dura contra imigrantes que voltou com força total após Donald Trump reassumir a Casa Branca em janeiro de 2025.
As informações vieram à tona durante uma coletiva do Ministério das Relações Exteriores do México e escancararam uma realidade que muitos já denunciavam, mas que agora ganha números assustadores. Segundo o governo do México, seis dessas mortes foram atribuídas a complicações médicas, enquanto outras quatro foram tratadas como suicídio. Além disso, dois mexicanos morreram durante operações de imigração e outro caso chamou ainda mais atenção: uma morte durante troca de tiros dentro de uma instalação do próprio ICE.
A presidente Claudia Sheinbaum reagiu com indignação e não poupou palavras ao exigir respeito aos direitos humanos, deixando claro que o México não aceita esse tipo de tratamento dado aos seus cidadãos em território estrangeiro.
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Como resposta, o governo do México enviou 14 comunicações diplomáticas cobrando explicações, mas recebeu apenas 12 respostas, o que aumentou ainda mais a desconfiança. Do lado dos Estados Unidos, a única garantia foi de que investigações serão feitas, sem muitos detalhes, o que só levanta mais dúvidas sobre o que realmente acontece dentro desses centros de detenção.
O caso mais recente deixa tudo ainda mais pesado: o jovem Royer Pérez Jiménez, de apenas 19 anos, foi encontrado morto dentro de um centro de detenção na Flórida. A versão oficial aponta suicídio, mas o cenário é cercado de questionamentos e revolta.
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Para piorar o quadro, dados recentes mostram que pelo menos 30 pessoas morreram em centros de detenção de imigrantes nos Estados Unidos no último ano, o maior número desde 2004, quando o ICE foi criado, um sinal claro de que a situação está fora de controle e continua fazendo vítimas longe dos olhos do público.