Batizado de Sukunaarchaeum mirabile, organismo possui apenas 238 mil pares de bases de DNA e pode depender de outro ser vivo para sobreviver.
Uma descoberta inesperada no oceano está chamando a atenção da comunidade científica. Pesquisadores identificaram um microrganismo chamado Sukunaarchaeum mirabile, encontrado no interior de um plâncton marinho, que possui um dos menores genomas já registrados entre organismos celulares. O material genético tem aproximadamente 238 mil pares de bases, uma quantidade extremamente reduzida para sustentar as funções necessárias à vida.
A descoberta aconteceu durante uma pesquisa com o plâncton Citharistes regius, coletado em águas próximas à costa de Shimoda, no Japão. Inicialmente, os cientistas investigavam comunidades de microrganismos associados ao plâncton, mas acabaram identificando o DNA de um organismo até então desconhecido.
O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, em colaboração com outras instituições internacionais. Os resultados foram publicados em 9 de outubro de 2026 na revista científica Current Biology, ampliando o conhecimento sobre a diversidade dos microrganismos presentes nos oceanos.
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As análises mostraram que o Sukunaarchaeum mirabile pertence ao domínio Archaea, um grupo de organismos unicelulares distinto das bactérias. Apesar de compartilharem algumas características, arqueias possuem diferenças genéticas e evolutivas importantes, que as tornam uma categoria própria na classificação dos seres vivos.
O tamanho reduzido do genoma levanta questões sobre a maneira como o organismo consegue sobreviver e se reproduzir. Os primeiros resultados sugerem que ele possa ser um parasita, dependendo de outro organismo para obter recursos essenciais. Entretanto, essa hipótese ainda precisa ser confirmada por novas investigações, incluindo estudos microscópicos e análises mais detalhadas de seu funcionamento.
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A descoberta pode ajudar os cientistas a compreender melhor os limites da simplificação genética e as diferentes estratégias de sobrevivência existentes na natureza. Ao investigar organismos com tão pouco DNA, pesquisadores buscam entender quais funções são indispensáveis à vida celular e como algumas espécies conseguem depender de outros seres para completar processos essenciais.