O método com robô demonstrou bons resultados e pode se tornar uma alternativa para substituir terapias intravenosas ou cirurgias
Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo minirrobôs capazes de transportar medicamentos diretamente até áreas infectadas do coração. A tecnologia tem como objetivo ajudar no tratamento da endocardite, uma infecção que atinge o revestimento interno do órgão e suas válvulas, podendo provocar complicações graves.
Os dispositivos têm comprimento semelhante ao de um grão de arroz e são projetados para trabalhar em conjunto. Um dos robôs se prende ao tecido cardíaco por meio de uma pequena agulha, funcionando como uma espécie de ponto de apoio, enquanto o outro leva e libera o medicamento no local desejado.
O sistema é controlado por campos magnéticos gerados externamente, o que permite movimentar os robôs sem a necessidade de baterias ou motores próprios. A proposta é direcionar o tratamento para o foco da infecção, em vez de depender exclusivamente da administração convencional de medicamentos.
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A endocardite pode exigir semanas de tratamento com antibióticos e, em casos mais graves, cirurgia. A possibilidade de entregar o medicamento diretamente à região afetada poderá ajudar os pesquisadores a desenvolver abordagens mais precisas, embora ainda seja necessário comprovar a segurança e a eficácia da tecnologia em organismos vivos.
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Até o momento, os testes foram realizados em modelos artificiais do coração e em tecidos cardíacos de porcos fora do organismo. A próxima etapa envolve avaliações em modelos que reproduzam melhor os movimentos e as contrações naturais do órgão. Os minirrobôs ainda não estão disponíveis para uso clínico em seres humanos.