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Ministério da Saúde quer incorporar PrEP injetável contra o HIV ao SUS
Foto: Coletiva de imprensa da AIDS 2026

Em coletiva de imprensa, o ministro da Saúde destaca que a Conitec deve avaliar uma proposta para incorporação do cabotegravir no SUS

O Ministério da Saúde pretende incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a PrEP injetável de longa duração, utilizada na prevenção da infecção pelo HIV. O anúncio foi feito pelo ministro Alexandre Padilha durante a 26ª Conferência Internacional sobre Aids, realizada no Rio de Janeiro. A proposta será encaminhada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por avaliar a inclusão de novos medicamentos na rede pública.

 

O medicamento em análise é o cabotegravir, um antirretroviral aprovado pela Anvisa em 2023. Diferentemente da PrEP atualmente oferecida pelo SUS, baseada em comprimidos de uso diário ou sob demanda, o novo tratamento é aplicado por injeção a cada dois meses, o que pode facilitar a adesão de pessoas com dificuldade em manter a medicação oral.

 

Segundo Padilha, o governo negocia a compra do medicamento com a fabricante e trabalha para reduzir os custos da tecnologia antes da incorporação. Caso a Conitec aprove a proposta, a expectativa do Ministério da Saúde é disponibilizar a PrEP injetável ainda este ano na rede pública.

 

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A PrEP é uma das principais estratégias de prevenção ao HIV para pessoas com maior risco de exposição ao vírus. Estudos apontam que o cabotegravir apresenta alta eficácia e pode ampliar o acesso à prevenção, especialmente entre pessoas que enfrentam dificuldades para seguir o tratamento diário com comprimidos.

 

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A possível incorporação do medicamento é vista como um avanço no combate ao HIV no Brasil, que já foi pioneiro na oferta gratuita da PrEP oral pelo SUS. A decisão final, no entanto, dependerá da análise técnica da Conitec, que levará em conta critérios como eficácia, segurança, impacto financeiro e benefícios para a saúde pública. 

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