O Ministério Público Federal recorreu da decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que soltou o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e outros quatro executivos da empresa. O órgão pediu para a prisão dos cinco ser restabelecida.
Na sexta-feira, a desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), revogou a prisão, decretada pela Justiça Federal como parte da Operação Compliance Zero, que investiga possíveis fraudes cometidas pelo banco.
O caso deve ser analisado na próxima semana pela 10ª Turma do TRF-1, da qual fazem parte dois outros desembargadores. Ao revogar a prisão, a desembargadora determinou o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com os demais investigados e suspensão de atividades de natureza financeira, entre outras obrigações.
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Vorcaro foi preso no dia 18 de novembro pela Polícia Federal (PF) quando tentava embarcar em um avião no Aeroporto de Guarulhos para deixar o país. A operação investiga indícios de fraudes em transações entre o Master e o Banco de Brasília (BRB).
As investigações apontam que o Master pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões em falsas operações de crédito, simulação de empréstimos e negociação de carteiras de crédito com bancos.
Em nota distribuída à imprensa no dia 22, a defesa de Vorcaro disse que “o fundamento das investigações” da PF “é um fato inexistente”. “Não há nenhuma fraude de R$ 12 bilhões”, diz a nota. “As medidas cautelares autorizadas pela Justiça se baseiam em premissas incorretas”, argumenta a defesa do banqueiro.
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Também foram soltos Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master; Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia; Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria; e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master.
Fonte:Extra