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Ministro de Lula reage a fala de Zema e diz que ex-governador 'não conhece a realidade' dos mais pobres
Foto: Divulgação

Alexandre Silveira rebateu críticas de Romeu Zema aos programas sociais e afirmou que milhões de brasileiros ainda dependem de auxílio para viver com dignidade.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, rebateu nesta sexta-feira (3) as declarações do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que afirmou que os programas sociais estariam criando uma "geração de imprestáveis". Durante agenda em Belo Horizonte, Silveira disse que a fala demonstra desconhecimento da realidade enfrentada por milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade.

 

Segundo o ministro, comunidades ribeirinhas e moradores de regiões carentes, como os vales do Jequitinhonha e do Mucuri, ainda dependem de iniciativas do governo, como o Bolsa Família, o Luz para Todos e o auxílio para aquisição do botijão de gás, para garantir condições mínimas de dignidade.

 

"Somente quem não conhece essa realidade pode dizer que essas pessoas não precisam desses programas. Nosso objetivo é gerar emprego, aumentar a renda da população e melhorar os serviços públicos, mas ainda existe um enorme abismo social no Brasil", afirmou Silveira. O ministro acrescentou que acredita que Zema desconhece a realidade vivida por essas famílias.

 

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A declaração foi feita durante a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério de Minas e Energia e a Polícia Federal. A parceria permitirá o investimento de R$ 20,3 milhões do Novo Acordo do Rio Doce para reforçar o combate à mineração ilegal na Bacia do Rio Doce.

 

Os recursos serão destinados à compra de 37 viaturas, nove drones, sistemas de comunicação criptografada, equipamentos periciais e tecnologias de inteligência para fortalecer a fiscalização e combater crimes como usurpação de bens minerais, fraudes em títulos minerários e lavagem de dinheiro ligada à atividade ilegal.

 

Silveira destacou que Minas Gerais conhece de perto os impactos provocados pela mineração sem fiscalização e afirmou que os investimentos representam uma forma de transformar a reparação dos danos causados na região em ações preventivas para evitar novos crimes ambientais e proteger as comunidades locais.

 

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O investimento integra um pacote de aproximadamente R$ 45 milhões previsto no Novo Acordo do Rio Doce para ampliar as ações de fiscalização e combate à mineração ilegal em Minas Gerais. 

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