Relatores da ação que limitou verbas indenizatórias defenderam liberar pagamento, em espécie, a magistrados com períodos de férias, licenças-prêmio e plantões judiciais adquiridos antes de julgamento realizado em março
Em meio às discussões sobre supersalários no serviço público, ministros do Supremo Tribunal Federal apresentaram um voto conjunto envolvendo a liberação e a regulamentação de parte dos chamados “penduricalhos”, benefícios extras que podem ser pagos a servidores do Judiciário e do Ministério Público.
A movimentação ocorre dentro do pacote de decisões da Corte que busca organizar e limitar esse tipo de pagamento, que há anos é alvo de críticas por permitir que remunerações ultrapassem o teto constitucional.
Segundo informações da decisão, o STF estabeleceu que esses valores só podem ser pagos quando previstos em lei e dentro de critérios definidos pelo próprio Supremo e pelos conselhos que regulam a magistratura e o Ministério Público. A ideia é reduzir brechas usadas para a criação de benefícios por meio de decisões administrativas ou regras internas dos tribunais.
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Os ministros também reforçaram que os pagamentos precisam ser transparentes e registrados de forma unificada no contracheque dos servidores, evitando a fragmentação das verbas em diferentes rubricas, prática que vinha sendo usada para dificultar o controle público.
A Corte já havia avançado em decisões anteriores que limitam o total desses adicionais a um percentual do teto do funcionalismo, além de determinar que novas regras só podem ser criadas por lei federal aprovada pelo Congresso.
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O tema segue em debate no Supremo e deve continuar gerando impacto direto na estrutura de remuneração de juízes, promotores e demais carreiras jurídicas em todo o país.