Vídeos mostram mulher com taco de beisebol danificando veículo e discutindo com motoristas; casos são investigados pela Polícia Civil
Uma monitora e motorista de transporte escolar de 38 anos é acusada de ameaçar colegas de profissão e danificar veículos no Distrito Federal. As situações, registradas em vídeo, teriam ocorrido enquanto ela realizava o transporte de crianças e adolescentes de escolas particulares da região.
De acordo com relatos de motoristas, a mulher identificada como Janaína Batista Reny já teria protagonizado diversos episódios de confusão em pontos de embarque e desembarque de alunos. Em um dos casos, registrado na madrugada de 6 de novembro de 2025, ela aparece utilizando um taco de beisebol para atingir uma van escolar estacionada em frente ao Residencial Península, em Águas Claras.
Nas imagens, é possível ver a monitora batendo o taco no chão de forma intimidatória antes de atingir os vidros dianteiro e lateral do veículo. Adolescentes que estavam sob responsabilidade dela e do marido presenciaram a cena, demonstrando surpresa com a atitude.
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O motorista alvo do ataque registrou boletim de ocorrência e relatou que aguardava o embarque de estudantes quando foi surpreendido. Segundo ele, quatro adolescentes já estavam dentro da van no momento do ocorrido.
NOVO EPISÓDIO EM ESCOLA MILITAR
Outro caso foi filmado em novembro de 2025, no estacionamento do Colégio Militar de Brasília, na Asa Norte. No vídeo, a mulher aparece discutindo com um motorista de outra empresa, acusando-o de questionar a regularidade de sua atuação.
Durante a discussão, ela afirma ter habilitação categoria E e declara representar a empresa Transtonn Transporte Escolar e Turismo, registrada em nome do marido. Em tom exaltado, também diz ser advogada e possuir registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), utilizando a suposta condição para intimidar o colega. Ao final, desfere tapas contra o capô do veículo do motorista, enquanto pais e alunos assistem à cena.
Segundo consulta pública, o CNPJ da empresa consta como inapto desde 2021 por omissão de declarações fiscais. No entanto, o casal continuaria utilizando o nome comercial para prestar serviços de transporte escolar em diferentes regiões administrativas do DF.
Profissionais do setor afirmam que situações semelhantes já ocorreram outras vezes e relatam episódios de ameaças a colegas, discussões em escolas e até supostas agressões verbais a agentes de fiscalização. Alguns motoristas dizem ter formalizado denúncias junto ao Departamento de Trânsito do Distrito Federal.
Em consulta ao site do Departamento de Trânsito do Distrito Federal, não consta autorização ativa em nome da mulher, do marido ou da empresa mencionada. O órgão, contudo, informou que não é possível afirmar irregularidade apenas com base nessas informações, pois o veículo pode estar vinculado a outro registro.
Até o momento, dois boletins de ocorrência foram registrados por ameaça, injúria e dano. A Polícia Civil do Distrito Federal apura os fatos.
Procurada, a monitora não apresentou esclarecimentos formais e tratou as acusações com ironia ao ser questionada. As supostas vítimas também foram contatadas, mas não retornaram até a última atualização do caso.
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Apesar das denúncias, a mulher e o marido continuam atuando no transporte escolar em diferentes escolas do Distrito Federal.