Pistola foi encontrada em veículo oficial durante blitz no Distrito Federal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente, no prazo de 24 horas, esclarecimentos sobre a apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome durante uma blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal.
A decisão foi tomada após a Polícia Civil encaminhar ao STF um boletim de ocorrência relatando a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros, acompanhada de um carregador sobressalente. O armamento foi localizado em um veículo oficial da Presidência da República e, segundo o registro policial, pertence ao ex-presidente.
No despacho, Moraes solicita explicações sobre os motivos que levaram Bolsonaro a manter a arma em sua residência, bem como sobre a necessidade de um reparo no equipamento às vésperas do término do período de 90 dias de prisão domiciliar humanitária concedida para tratamento de saúde.
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O ministro também requisitou informações ao responsável pela segurança do ex-presidente. Entre os pontos questionados estão os procedimentos adotados para fiscalização de veículos que deixam a residência e o controle dos aparelhos celulares utilizados pela equipe de segurança.
De acordo com o depoimento prestado à Polícia Civil, o agente que transportava a arma afirmou que o armamento havia sido retirado da residência de Bolsonaro para passar por manutenção em uma peça do mecanismo de disparo. A previsão, segundo ele, era de devolução no dia seguinte.
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Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde março, medida autorizada pelo STF em razão de um quadro de broncopneumonia. O prazo da autorização está próximo de expirar, e o caso segue sob análise da Corte.