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Moraes determina prisão de Eduardo Bolsonaro, cancela passaportes e suspende direitos políticos
Foto: Divulgação

Ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo; decisão prevê mandado de prisão, execução da pena e medidas administrativas após o trânsito em julgado.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início da execução da pena do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, condenado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A decisão, assinada nesta quarta-feira (7), também prevê a expedição de um mandado de prisão e o cancelamento dos passaportes brasileiros emitidos em nome do ex-parlamentar.

 

Conforme a determinação, o mandado de prisão deverá ser encaminhado à Polícia Federal e incluído no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP). Moraes fundamentou a medida no encerramento definitivo do processo, uma vez que a condenação transitou em julgado em 3 de outubro, sem possibilidade de novos recursos ordinários ou extraordinários dentro das vias processuais cabíveis.

 

A Secretaria Judiciária do STF certificou o trânsito em julgado em 5 de outubro. Com isso, foram iniciados os procedimentos para o cumprimento das sanções impostas ao ex-deputado.

 

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CONDENAÇÃO FOI CONFIRMADA PELA PRIMEIRA TURMA

 

Eduardo Bolsonaro foi condenado por unanimidade pela Primeira Turma do STF em junho de 2026. A pena foi estabelecida em quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.

 

Segundo a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-parlamentar utilizou sua posição política para buscar sanções de um país estrangeiro contra autoridades brasileiras, entre elas ministros do Supremo e o procurador-geral da República.

 

A acusação sustentou que as iniciativas tinham como finalidade pressionar integrantes do Judiciário e dificultar o andamento do processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo, no caso relacionado à trama golpista.

 

Em setembro, a Primeira Turma rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa. O entendimento de Moraes foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

 

O acórdão referente ao julgamento dos recursos foi publicado em 22 de setembro. Como não foram apresentados novos recursos dentro do prazo estabelecido, a condenação tornou-se definitiva em 3 de outubro, conforme registrado na decisão mais recente.

 

PASSAPORTES SERÃO CANCELADOS E TSE SERÁ COMUNICADO

 

Além de determinar a expedição do mandado de prisão, Moraes ordenou o cancelamento de todos os passaportes brasileiros emitidos em nome de Eduardo Bolsonaro. Com a medida, os documentos ficam sem validade.

 

A decisão também estabelece a abertura do procedimento de execução penal e o encaminhamento à Procuradoria-Geral da República da documentação necessária para a cobrança da multa prevista na condenação.

 

A sanção financeira corresponde a 50 dias-multa, com cada dia fixado no equivalente a dois salários mínimos, conforme os termos da sentença.

 

Outro ponto da determinação é a comunicação oficial ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com Moraes, os direitos políticos do ex-deputado ficam suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação criminal transitada em julgado, nos termos aplicáveis à decisão.

 

O ministro também determinou que o diretor-geral da Polícia Federal seja comunicado para adotar as providências relacionadas à perda do cargo de escrivão da corporação, consequência prevista na condenação.

 

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde 2025. A determinação judicial estabelece as medidas para a execução da pena e para a aplicação dos demais efeitos decorrentes da condenação definitiva.

 

DEFESA CONTESTOU AS ACUSAÇÕES

 

Durante o processo, a defesa de Eduardo Bolsonaro pediu a absolvição e argumentou, entre outros pontos, que as manifestações do ex-deputado estavam protegidas pelo direito à liberdade de expressão.

 

A PGR, por sua vez, sustentou que ele teria atuado em território norte-americano para promover retaliações contra o Brasil e integrantes do Judiciário, buscando interferir no desfecho do processo que envolvia Jair Bolsonaro.

 

Ao condenar o ex-parlamentar, o STF considerou que os elementos reunidos nos autos, incluindo documentos, registros digitais e manifestações públicas, demonstravam a autoria e a materialidade do crime.

 

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Posteriormente, os ministros rejeitaram por unanimidade os embargos apresentados pela defesa, mantendo a condenação. Com o encerramento da fase recursal e o trânsito em julgado, Alexandre de Moraes determinou o cumprimento da pena e a adoção das medidas complementares previstas na decisão judicial. 

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