O relator ressaltou que, na visão da milícia, o objetivo era apenas de assustar seus opositores, com o alvo inicial sendo o ex-deputado Marcelo Freixo
O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que julga os acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou durante seu voto que o crime teve forte motivação política e também envolveu elementos de misoginia e racismo.
Segundo o magistrado, os mandantes agiram para eliminar uma figura política que se opunha aos interesses de milícias e grupos com influência territorial e econômica na região.
Em seu voto, Moraes destacou que Marielle, uma mulher negra e oriunda de periferia, representava um obstáculo significativo aos negócios e ao poder político dos acusados, que buscaram “mandar um recado” aos opositores políticos ao ordenar sua execução.
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O magistrado ressaltou que o crime misturou motivações de natureza política com preconceito de gênero e racial, refletindo padrões discriminatórios profundamente enraizados.
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O julgamento continua na Primeira Turma do STF, com os demais ministros ainda a se manifestar sobre a responsabilização dos réus, que incluem figuras ligadas à milícia e ao crime organizado, acusados de encomendar a morte da parlamentar como forma de proteger seus interesses.