Morreu neste sábado (3), em Manaus, aos 72 anos, o multiartista Sérgio Vieira Cardoso, ocupante da cadeira nº 2 da Academia Amazonense de Letras (AAL). O artista enfrentava problemas coronários e deixou uma trajetória de mais de cinco décadas dedicada à cultura do Amazonas.
Formado em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Sérgio também atuou na Procuradoria-Geral do Estado do Amazonas. Na área cultural, porém, construiu uma carreira marcada pela atuação em diferentes linguagens, como teatro, literatura, cinema, fotografia e artes visuais.
No teatro, o artista ganhou destaque com trabalhos reconhecidos no Festival de Teatro da Amazônia, entre eles “A Herança Maldita de Mercedita de La Cruz” e “Carmen de Lazone”. Uma das marcas de sua produção foi a criação de Lazone, cidade fictícia inspirada em Manaus e utilizada como cenário para abordar questões sociais, memória, desigualdade e transformações urbanas.
Veja também

Justiça decreta prisão de bombeiro suspeito de matar estudante de medicina em São Paulo
Criança vestida de Nossa Senhora espera Flávio Bolsonaro e Tarcísio em Americana
A produção de Sérgio também passou pelo cinema e pelas artes visuais. Ao longo da carreira, realizou filmes e documentários, além de pinturas, fotografias e instalações. Sua obra manteve forte ligação com a Amazônia e com a memória de Manaus, registrando personagens, mudanças da cidade e aspectos do cotidiano regional.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Mesmo após a morte, uma parte de seu trabalho permanece em exposição. A mostra “Papers & True Graphics”, considerada sua última exposição, está em cartaz no Centro Cultural Palácio da Justiça, no Centro de Manaus, reunindo pinturas, instalações fotográficas, narrativas visuais e produções cinematográficas realizadas pelo artista.