Intelectual marcou a filosofia política e a teoria social no pós-guerra e foi um dos principais nomes da segunda geração da Escola de Frankfurt.
O filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas morreu neste sábado (14), aos 96 anos, na cidade de Starnberg, no Sul da Alemanha. A informação foi confirmada pela editora Suhrkamp, responsável por publicar diversas obras do intelectual. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada.
Habermas era viúvo de Ute Habermas-Wesselhoeft, que faleceu no ano passado. O pensador deixa dois filhos, Tilmann e Judith.
Considerado um dos mais importantes intelectuais europeus do século XX e início do século XXI, Habermas construiu uma obra ampla que influenciou profundamente áreas como filosofia, sociologia, teoria política e estudos da comunicação. Seu pensamento se tornou referência internacional nas discussões sobre democracia, esfera pública e racionalidade comunicativa.
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Nascido em 18 de junho de 1929 na cidade de Düsseldorf, na Alemanha, o filósofo teve a juventude marcada pelo contexto da ascensão e queda do regime nazista, experiência histórica que influenciou fortemente sua formação intelectual e suas reflexões sobre democracia e sociedade.
Ao longo da carreira, Habermas tornou-se um dos principais representantes da chamada segunda geração da Escola de Frankfurt, corrente de pensamento que desenvolveu a chamada teoria crítica da sociedade. Nesse campo, dialogou e deu continuidade às reflexões iniciadas por pensadores como Theodor Adorno e Max Horkheimer.
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Sua produção acadêmica consolidou seu nome como um dos filósofos mais influentes do pensamento contemporâneo, deixando um legado intelectual que continua a orientar debates sobre política, ética, comunicação e democracia em todo o mundo.