Estudo feito em laboratório mostra que o Aedes aegypti, que transmite a dengue e outras doenças, pode associar o cheiro do DEET à comida
Um estudo feito em laboratório sugere que o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela, pode aprender a associar o cheiro do repelente DEET à presença de alimento.
A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Tours, na França, e da Virginia Tech, nos Estados Unidos, foi publicada no Journal of Experimental Biology e indica que o comportamento do inseto pode mudar após certas experiências.
Nos testes, fêmeas do mosquito foram expostas a uma situação em que o odor do DEET era liberado junto com uma “refeição” de sangue ou solução de açúcar. Após repetidas exposições, os pesquisadores observaram que parte dos insetos passou a ignorar o repelente.
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Em um dos experimentos, mais de 60% dos mosquitos “treinados” tentaram picar mesmo na presença do cheiro do DEET, enquanto nos grupos sem treinamento esse índice ficou entre 13% e 23%. Em outro teste, eles chegaram a preferir superfícies tratadas com o repelente.
Os cientistas explicam que isso não significa que o repelente deixou de funcionar, mas que o inseto pode alterar sua resposta ao odor quando ele é repetidamente associado a uma recompensa alimentar.
O DEET é um dos ativos mais usados em repelentes e atua dificultando que os mosquitos encontrem e piquem seres humanos, sem necessariamente matá-los.
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Apesar dos resultados, os pesquisadores reforçam que o produto continua sendo eficaz e segue como padrão de proteção contra doenças transmitidas por mosquitos.