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Motim de presos no 71º DIP de Apuí exige resposta urgente das autoridades. VEJA VÍDEO
Foto: Divulgação

Por Vanderlei Alves, correspondente do "PORTAL DO ZACARIAS" em Apuí - Um motim de detentos no 71º Distrito Integrado de Polícia (DIP) alterou drasticamente a rotina do município de Apuí, localizado a 453 km de Manaus. A unidade policial abriga atualmente 19 presos condenados, alguns aguardando julgamento e outros esperando remoção para presídios estaduais. A crise na carceragem reflete a sobrecarga do sistema prisional no Amazonas.

 

Na manhã de hoje, uma tentativa de fuga foi frustrada pelo delegado Wellington Lucas Militão e pelo escrivão Tarso C. Andrea, com apoio dos policiais militares do 2º Pelotão de Polícia. O incidente gerou um motim entre os detentos, exigindo uma ação mais enérgica do efetivo da Polícia Militar para restaurar a ordem. Durante a revista nas celas, objetos pessoais foram removidos para inspeção detalhada.

 

Uma fonte anônima revelou à reportagem a gravidade da situação: “O problema é sério. Já existe decisão judicial para transferência, mas ninguém cumpre. Os presos continuam planejando fugas e não vão desistir”.

 

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A Justiça determinou a transferência dos detentos para presídios estaduais, mas a remoção de presos de outros estados para o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (COMPAJ) em Manaus foi impedida. O prefeito Marquinhos da Macil reforçou a natureza judicial da questão: “A Lei exige que os presos sejam devolvidos ao estado de origem, e nenhum dos considerados perigosos é do Amazonas”.

 

As condições precárias do 71º DIP agravam a situação. Projetada para abrigar apenas oito presos em duas celas, a cela que atualmente comporta seis detentos condenados já apresentava sinais de perfuração, sugerindo uma nova tentativa de fuga iminente. Além da falta de espaço adequado, a unidade policial opera com um efetivo reduzido: apenas três investigadores, um escrivão e um delegado. Não há estrutura para banho de sol, nem agentes penitenciários ou carcereiros.

 

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O Sindicato dos Policiais Civis do Amazonas (SINDPOL-AM) foi contatado para comentar a situação, mas não respondeu até o fechamento desta matéria. 

 

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