Depoimento apresenta diferenças em relação à versão inicial, enquanto caso segue sob apuração das autoridades.
O motorista do candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, apresentou uma versão diferente sobre a abordagem da Polícia Militar ocorrida na noite de 11 de agosto durante depoimento prestado à Polícia Civil, trazendo novos elementos para a investigação do caso.
Inicialmente, em mensagens enviadas por WhatsApp a um advogado durante o episódio, o motorista afirmou que era seguido por uma viatura e indicou que iria questionar os policiais sobre o motivo da perseguição. Em relatos feitos a interlocutores na época, ele chegou a afirmar que havia descido do veículo e recebido ordens para deixar o local.
No entanto, durante depoimento prestado na segunda-feira (17), na 2ª Delegacia Seccional da Polícia Civil, na zona sul da capital paulista, o motorista declarou que permaneceu dentro do carro durante toda a ocorrência.
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Segundo integrantes da campanha de Haddad, a mensagem em que o motorista escreveu "vou até eles perguntar o que está pegando" refletiria apenas uma intenção inicial, que não chegou a ser concretizada.
Apesar da mudança nesse ponto do relato, o motorista manteve a versão de que três policiais teriam descido da viatura para intimidá-lo, afirmação que diverge da posição apresentada pelo governo paulista.
IMAGENS E INVESTIGAÇÃO
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou imagens da ocorrência na sexta-feira (14), mas o vídeo não mostra o motorista deixando o veículo. As gravações, no entanto, registram apenas parte da movimentação, já que o local onde, segundo o relato, os policiais teriam parado fica fora do alcance da câmera.
COMO O CASO COMEÇOU
Fernando Haddad afirmou que o episódio ocorreu após ele ser deixado em casa, quando o motorista continuou dirigindo e percebeu que estava sendo acompanhado por uma viatura da Polícia Militar.
Segundo o candidato, o veículo policial teria utilizado luzes ostensivas e acompanhado o carro por um longo trecho. O motorista relatou que parou próximo a um hotel e que a abordagem teria durado cerca de 40 minutos.
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A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e confrontar as versões apresentadas pelas partes envolvidas.