Inquérito apura possíveis casos de publicidade enganosa e uso inadequado de dados pessoais de consumidores
O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) abriu um Inquérito Civil para investigar uma possível prática de publicidade enganosa e abusiva atribuída à Vivo S/A na oferta de planos de internet banda larga por fibra óptica em Manaus.
A apuração foi instaurada pela 51ª Promotoria de Justiça da capital, especializada na Defesa do Consumidor (Prodecon), por meio da Portaria nº 0058/2026/51ªPJ, publicada em 6 de agosto de 2026.
De acordo com o Ministério Público, consumidores teriam recebido repetidamente ofertas de internet por fibra óptica. No entanto, após fornecerem informações pessoais durante o processo de contratação, o serviço teria sido posteriormente negado.
Veja também
.jpg)
Câmara instala comissão para analisar proposta que reduz maioridade penal para 16 anos
Mega-Sena 3043: confira as dezenas sorteadas e os resultados das loterias desta terça
O procedimento pretende verificar se a conduta pode caracterizar publicidade enganosa ou abusiva e se houve descumprimento de regras previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC), especialmente aquelas relacionadas à obrigatoriedade de cumprimento das ofertas anunciadas e à proibição de informações enganosas.
DADOS PESSOAIS TAMBÉM ESTÃO NA MIRA
Além da oferta do serviço, o MP-AM vai analisar se houve possível irregularidade no tratamento dos dados fornecidos pelos consumidores.
A investigação deverá verificar como essas informações são coletadas, qual finalidade é atribuída aos dados e se existe base legal para o tratamento, conforme estabelece a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
A preocupação é entender se consumidores estariam fornecendo dados pessoais para contratar um serviço que, posteriormente, não estaria disponível.
ANATEL É CITADA NA INVESTIGAÇÃO
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também aparece no procedimento instaurado pelo Ministério Público. A investigação está sob responsabilidade do promotor de Justiça Edilson Queiroz Martins, da 51ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Manaus.
A abertura do Inquérito Civil não significa que a Vivo tenha sido considerada culpada ou que as irregularidades estejam comprovadas. O objetivo da apuração é reunir documentos e informações para esclarecer os fatos e verificar se houve violação aos direitos dos consumidores.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, o Ministério Público poderá adotar medidas para impedir a repetição das práticas e garantir que as ofertas de serviços sejam apresentadas de maneira clara, além de assegurar a proteção dos dados pessoais dos clientes.