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MPF investiga Mineração Taboca por suspeita de desastre ambiental em rios da Terra Indígena Waimiri-Atroari
Foto: Reprodução

Mineração Taboca é acusada de afetar água e pesca em território indígena

O Ministério Público Federal (MPF) intensificou as investigações sobre a Mineração Taboca S.A. após indícios de um possível desastre ambiental provocado pelas operações da Mina de Pitinga, localizada em Presidente Figueiredo, no Amazonas. A apuração envolve suspeitas de contaminação de rios que atravessam a Terra Indígena Waimiri-Atroari.

 

De acordo com o MPF, a investigação busca esclarecer possíveis danos ambientais nos rios Tiaraju e Alalaú e no Igarapé Jacutinga, utilizados pelas comunidades indígenas para consumo de água, pesca e outras atividades de subsistência. A Agência Nacional de Mineração (ANM) foi acionada para realizar uma fiscalização detalhada nas barragens e em todo o sistema de drenagem da mineradora durante o período de estiagem. O relatório técnico deverá orientar eventuais medidas judiciais e administrativas, incluindo a possibilidade de embargo de atividades caso sejam constatadas irregularidades.

 

Segundo laudos apresentados ao MPF, foram encontradas concentrações elevadas de metais pesados, como alumínio, chumbo e mercúrio, em níveis que chegam a superar em até 37 vezes os limites permitidos pela legislação brasileira. Os estudos também apontam registros de mortandade de peixes, botos, tartarugas e outros animais na região afetada.

 

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O procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha afirmou que a mineradora é a única atividade industrial de grande porte na área e destacou que, caso o atual sistema de contenção seja insuficiente para suportar as condições climáticas da região, a empresa tem obrigação de adequar sua estrutura para impedir novos danos ambientais.

 

Indígenas afirmam que a contaminação comprometeu a pesca e

a segurança alimentar nas aldeias. (Foto: Reprodução/Funai)

 

Em nota, a Mineração Taboca negou que haja comprovação de relação entre suas operações e a contaminação dos rios. A empresa afirma que estudos anteriores atribuíram alterações na qualidade da água às fortes chuvas registradas na região e sustenta que suas barragens permanecem estáveis e dentro das normas de segurança. Também informou que mantém monitoramento ambiental contínuo e que está colaborando com as autoridades.

 

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O inquérito segue em andamento, enquanto o MPF aguarda o resultado da fiscalização da ANM para definir os próximos passos da investigação. 

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