Chamada de "Gabriele", a mulher foi presa pela Polícia Civil nessa terça-feira (2)
Uma mulher de 37 anos foi presa em Santa Catarina suspeita de se passar por uma adolescente de 12 anos para enganar famílias e obter abrigo e assistência. Segundo a Polícia Civil, ela utilizava o nome de “Gabriele” e é investigada pelos crimes de estelionato e falsa identidade.
De acordo com as investigações, a suspeita conviveu durante cerca de 14 meses com uma família catarinense que acreditava ter acolhido uma adolescente vítima de maus-tratos. Durante o período, ela foi tratada como filha, participou de festas, recebeu brinquedos e chegou a utilizar mamadeiras, chupetas e objetos infantis.
Para sustentar a falsa identidade, a mulher alegava ser portadora de autismo e de outras condições clínicas. Também contou à família que teria sofrido abusos na infância e que havia sido obrigada a tomar hormônios quando era mais jovem, justificando assim sua aparência física.
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A suspeita chegou à família após procurar ajuda em uma igreja. Na ocasião, afirmou ter fugido do Pará por sofrer maus-tratos e disse não possuir documentos pessoais. Sensibilizada com a história, a comunidade religiosa ajudou a encaminhá-la para a residência da família que a acolheu.
Segundo a Polícia Civil, a mulher evitava frequentar a escola e alegava que seu suposto pai abusador poderia descobrir seu paradeiro caso fosse matriculada em uma instituição de ensino.
As investigações apontaram ainda que ela já havia utilizado o mesmo tipo de golpe em outros estados, incluindo Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás.
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Após a descoberta da verdadeira identidade da suspeita, ela foi presa nesta terça-feira (2). A Polícia Civil segue apurando o caso para identificar possíveis vítimas e verificar se houve outros crimes relacionados à fraude.