Defesa afirma que a vítima caiu sobre a arma durante uma discussão, versão contestada pela acusação
Começou nesta semana o julgamento de Marco, acusado de matar a então companheira, Paula, em maio de 2023. A jovem morreu dentro do apartamento que dividia com o réu após sofrer 16 golpes de faca.
Durante a audiência, Marco reconheceu que foi responsável pela morte da mulher, mas afirmou que o caso não passou de um acidente ocorrido durante uma discussão entre os dois. Segundo o acusado, a própria Paula estaria com a faca nas mãos durante o conflito. Ele alegou que tentou retirar a arma da companheira e que, nesse momento, acabou se ferindo.
O réu também afirmou que a discussão teria começado após um episódio de ciúmes da vítima. De acordo com seu relato, em determinado momento ele tentou imobilizar Paula segurando seu pescoço para retirar a faca. Durante a tentativa, os dois teriam tropeçado e caído. Ainda segundo Marco, foi nessa queda que Paula teria se ferido fatalmente ao cair sobre a arma branca.
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A versão apresentada pelo acusado gerou revolta entre familiares da vítima presentes no tribunal, que classificaram o relato como inverossímil. O laudo da autópsia indica que Paula morreu em decorrência de choque hipovolêmico, provocado por grande perda de sangue após os golpes de faca. Das 16 perfurações identificadas, duas foram consideradas fatais, uma nas costas e outra no lado direito do corpo.
O Ministério Público sustenta que o crime foi intencional. Para a acusação, Marco matou a companheira após ela decidir encerrar o relacionamento.
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De acordo com as investigações, o casal tinha um filho e vivia uma relação marcada por episódios de violência. Seis dias antes da morte, Paula teria denunciado que o companheiro a ameaçou com uma faca de cozinha, a mesma arma que teria sido usada no crime.