Vídeo enviado ao pai de uma das crianças teria sido usado para pressionar o pagamento de pensão alimentícia
Uma mulher foi presa após gravar um vídeo agredindo um bebê de apenas cinco meses e fazendo ameaças contra os próprios filhos em São João da Barra, no Norte do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, as imagens teriam sido enviadas ao pai de uma das crianças como forma de pressioná-lo a realizar o pagamento de pensão alimentícia.
Nas gravações, a suspeita aparece segurando o bebê enquanto profere ameaças e realiza agressões físicas contra a criança. De acordo com a polícia, o conteúdo mostra a mulher dando tapas, apertando o rosto do bebê e pressionando uma chupeta contra sua boca, ao mesmo tempo em que faz declarações ameaçadoras relacionadas aos filhos.
As investigações apontam que a gravação foi encaminhada diretamente ao pai de uma das crianças. Conforme a apuração policial, a mulher utilizava as ameaças para exigir o envio de dinheiro, vinculando a segurança dos filhos ao pagamento da pensão.
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O caso chegou ao conhecimento das autoridades após uma denúncia anônima encaminhar o vídeo ao Conselho Tutelar. Após analisar o material, o órgão registrou ocorrência na 145ª Delegacia de Polícia e acionou os serviços de proteção à criança.
As crianças foram encaminhadas para atendimento especializado por meio da Sala Lilás, estrutura municipal destinada ao acolhimento de vítimas de violência. O bebê de cinco meses foi levado para acolhimento institucional, enquanto outra criança, de 1 ano e 11 meses, ficou sob a responsabilidade do pai.
Segundo o Conselho Tutelar, o pai do bebê agredido ainda não havia sido localizado até a última atualização do caso.
A mulher foi encontrada e presa em flagrante por policiais militares na madrugada de domingo (7). Ela foi autuada pelos crimes de lesão corporal no contexto de violência doméstica e ameaça.
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Apesar da prisão, a Justiça concedeu liberdade provisória à suspeita durante audiência de custódia realizada na terça-feira (9), mediante o cumprimento de medidas cautelares. O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades responsáveis pela proteção das crianças.