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Mulher que sobreviveu a duas doses de injeção letal volta a falar frases completas nos EUA
Foto: TDOC/Reprodução

Christa Pike, de 50 anos, foi condenada à pena de morte por um crime cometido em 1995, quando assassinou brutalmente sua colega

Christa Pike, de 50 anos, voltou a apresentar avanços na recuperação após sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal no estado do Tennessee, nos Estados Unidos. Condenada à morte, ela recebeu duas doses do medicamento usado no procedimento em 30 de setembro, mas não morreu. Agora, segundo seus advogados, a mulher consegue falar frases completas e caminhar com mais autonomia.

 

Após a tentativa de execução, Christa foi levada ao hospital em estado grave e precisou de suporte respiratório. Durante os dias seguintes, permaneceu inconsciente e enfrentou complicações médicas, incluindo pneumonia, um coágulo sanguíneo e lesões nos braços provocadas pelas tentativas de acesso intravenoso para administrar a substância.

 

A recuperação começou a apresentar sinais positivos em outubro, quando ela recuperou a consciência e voltou a falar. Inicialmente, sua comunicação era limitada e havia preocupação com possíveis danos neurológicos. Com a evolução do quadro, os advogados relataram melhora na capacidade de comunicação e nos movimentos, embora ainda existam dúvidas sobre possíveis sequelas físicas e cognitivas a longo prazo.

 

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Christa Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, ocorrido em 1995. O crime aconteceu quando Pike tinha 18 anos e envolveu tortura e violência extrema. Ela estava prestes a se tornar a primeira mulher executada no Tennessee em mais de dois séculos, mas a falha no procedimento transformou o caso em um episódio sem precedentes na história recente do sistema prisional norte-americano.

 

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A tentativa malsucedida provocou questionamentos sobre os protocolos de execução e levou as autoridades do Tennessee a abrir uma investigação independente. O governador Bill Lee suspendeu novas execuções previstas para 2026, enquanto o responsável pelo sistema prisional estadual deixou o cargo. A defesa de Pike pede que sua pena seja convertida em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, alegando que ela sofreu danos graves durante o procedimento. Ainda não há definição sobre o futuro da condenação. 

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