Empresário sul-africano foi maior doador da campanha do republicano em 2024 e liderou uma das principais agências do governo no ano passado, até rompimento público e troca de insultos com Trump
O bilionário Elon Musk fará parte da comitiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a viagem oficial à China nesta semana, em um movimento interpretado por analistas como um sinal de reaproximação entre o empresário e a Casa Branca. A visita marca um novo capítulo na relação entre os dois, após meses de desgaste público e divergências políticas.
Além de Musk, outros grandes nomes do setor empresarial norte-americano também acompanharão Trump em Pequim, incluindo o CEO da Apple, Tim Cook, e executivos de gigantes como Boeing, Goldman Sachs, Mastercard, Qualcomm e Meta. A expectativa é que a viagem tenha forte foco econômico e comercial.
Segundo informações divulgadas pela Casa Branca, Trump deve se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, para discutir temas estratégicos envolvendo comércio internacional, investimentos, tecnologia e as tensões entre as duas maiores economias do mundo.
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A presença de Musk chama atenção principalmente pelo histórico recente de atritos com Trump. Após apoiar financeiramente a campanha republicana e atuar como aliado próximo do presidente, o empresário se afastou do governo após críticas ao pacote orçamentário da administração americana. Nos últimos meses, porém, aliados dos dois lados passaram a trabalhar nos bastidores por uma reconciliação política.
Analistas avaliam que a participação do dono da Tesla e da SpaceX na viagem pode representar uma tentativa de reconstrução da relação entre o setor de tecnologia e o governo americano, especialmente em meio às disputas comerciais com a China e às discussões sobre inteligência artificial e produção de semicondutores.
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A visita também ocorre em um momento delicado nas relações diplomáticas entre Washington e Pequim, com disputas envolvendo tarifas comerciais, tecnologia e geopolítica internacional. Apesar das tensões, os dois países vêm tentando ampliar o diálogo para evitar novos impactos na economia global.