No entanto, Isaacman reservou as críticas mais duras para a antiga administração
A NASA reconheceu que falhas de liderança e decisões de gestão contribuíram para a missão tripulada da cápsula Starliner, da Boeing, que deixou dois astronautas mais tempo do que o previsto a bordo da International Space Station (ISS). A missão, lançada em junho de 2024, estava programada para durar cerca de uma semana. No entanto, problemas técnicos e atrasos no retorno mantiveram os astronautas em órbita por meses antes de serem levados de volta à Terra em março de 2025 em uma nave da SpaceX.
Relatórios internos divulgados pela NASA destacaram que decisões tomadas por administrações anteriores da agência priorizaram metas institucionais e a manutenção de múltiplos sistemas de transporte ao invés da rápida resolução de falhas técnicas e da segurança da tripulação. Segundo o novo administrador da NASA, Jared Isaacman, a falta de uma supervisão eficaz sobre o desenvolvimento e testes da Starliner além de uma cultura organizacional permissiva a riscos técnicos foram fatores determinantes no prolongamento inesperado da presença dos astronautas na estação espacial.
A Starliner, construída para ser um dos veículos de transporte de tripulações da NASA para a ISS, enfrentou falhas nos sistemas de propulsão e outros problemas técnicos durante o voo de teste. Essas falhas tornaram inseguro o retorno dos astronautas no próprio veículo, levando a agência a optar por mantê-los na ISS enquanto se organizava um retorno seguro a bordo de outra espaçonave.
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O relatório classificou o incidente como um “acidente Tipo A”, a mais alta categoria de gravidade segundo os critérios da NASA, equiparando a situação a falhas históricas no programa espacial em termos de risco potencial, apesar de nenhum dano físico ter ocorrido aos tripulantes.

Foto: Reprodução
Diante dos resultados da investigação, a NASA afirmou que implementará mudanças na supervisão de programas espaciais, com foco em reforçar controles técnicos e garantir que futuras missões sejam planejadas e executadas com padrões de segurança ainda mais rígidos. A agência também reforçou que não pretende realizar novos voos tripulados na Starliner até que todas as deficiências técnicas e organizacionais sejam plenamente resolvidas.
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Essa revisão de procedimentos e cultura interna surge em um momento de intensa discussão sobre a importância da segurança em voos espaciais tripulados e da relação entre agências públicas e contratadas privadas em programas aeroespaciais.