Milhares continuam desaparecidos, e famílias percorrem o país em busca de informações sobre seus parentes; autoridades enfrentam dificuldades para identificar vítimas
As autoridades do Nepal começaram a realizar enterros em massa de vítimas não identificadas após as enchentes devastadoras que atingiram o país. Com os necrotérios improvisados lotados e os corpos em rápido estado de decomposição, centenas de vítimas estão sendo levadas para uma área de floresta em Devghat, no distrito de Chitwan.
A medida foi adotada diante da dimensão da tragédia provocada pelo colapso de uma geleira no Himalaia, que desencadeou uma enorme correnteza de água, lama e destroços. O desastre atingiu comunidades ao longo da fronteira entre Nepal e China e deixou centenas de mortos e milhares de desaparecidos.
No Hospital de Bharatpur, a estrutura destinada a armazenar os corpos não conseguiu comportar a quantidade de vítimas recuperadas. Um necrotério provisório que teria capacidade para cerca de 50 corpos chegou a abrigar mais de cem cadáveres, muitos deles em avançado estado de decomposição, dificultando o reconhecimento pelas famílias.
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Antes dos sepultamentos, as autoridades estão fotografando os corpos, registrando informações e coletando amostras de DNA. As sepulturas também recebem identificação e têm suas coordenadas registradas, permitindo que os restos mortais sejam localizados e eventualmente exumados caso uma vítima seja identificada posteriormente. Equipes forenses da Índia também auxiliam na análise genética.
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Foto: Atul Loke/The New York Times
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A tragédia continua mobilizando milhares de profissionais de resgate, enquanto equipes procuram desaparecidos em rios, áreas de lama e túneis de projetos hidrelétricos. O número de mortos no Nepal e na China já ultrapassa 900, enquanto milhares de pessoas permanecem desaparecidas, aumentando a pressão sobre as autoridades para acelerar as buscas e a identificação das vítimas.