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Neurologista recomenda jogos que estimulam a memória e ajudam a manter o cérebro ativo
Foto: Getty Images

Xadrez, dominó e jogos de cartas estão entre as atividades indicadas para exercitar funções cognitivas; especialista também destaca a importância do sono e da atividade física.

 Jogos de tabuleiro, cartas e atividades digitais podem ajudar a estimular o cérebro e preservar habilidades cognitivas ao longo da vida. Segundo o neurocirurgião Emerson Magno de Andrade, doutor em neurologia pela Universidade de São Paulo (USP), essas práticas contribuem para exercitar a memória, a atenção, o raciocínio, o planejamento e a velocidade de processamento das informações.

 

Entre as atividades recomendadas estão o xadrez, o buraco, o bridge e o dominó. Essas modalidades exigem diferentes habilidades mentais e podem ajudar a manter o cérebro ativo. De acordo com o especialista, a estimulação cognitiva também pode contribuir para adiar manifestações do declínio cognitivo, embora não garanta a prevenção de doenças neurológicas.

 

O xadrez, por exemplo, exige planejamento, concentração e capacidade de antecipar os movimentos do adversário. Durante uma partida, o jogador precisa memorizar possibilidades, avaliar estratégias e adaptar suas decisões conforme o desenvolvimento do jogo. Essas exigências tornam a atividade uma opção para exercitar diferentes funções cognitivas.

 

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Já jogos de cartas, como buraco e bridge, além do dominó, estimulam a memória, o raciocínio lógico e o cálculo. Quando praticadas em grupo, essas atividades também favorecem a interação social, considerada importante para a saúde cerebral. O convívio com outras pessoas ajuda a combater o isolamento social, apontado como um dos fatores associados ao risco de demência.

 

Outra alternativa destacada pelo neurocirurgião são os exercícios adaptativos de velocidade de processamento, disponíveis em computadores e celulares. Essas atividades aumentam gradualmente o nível de dificuldade conforme o desempenho do participante, exigindo respostas mais rápidas e maior capacidade de concentração. Segundo o especialista, esse tipo de treinamento apresenta resultados promissores em pesquisas sobre estimulação cognitiva.

 

Para obter melhores resultados, a recomendação é variar as atividades e escolher jogos que continuem desafiando as habilidades mentais. Quando uma tarefa se torna muito repetitiva e deixa de exigir esforço, o estímulo pode diminuir. Por isso, alternar modalidades e avançar para níveis mais difíceis ajuda a manter o cérebro envolvido no exercício.

 

Apesar dos benefícios dos jogos, Emerson ressalta que outros hábitos têm papel fundamental na preservação da saúde neurológica. Dormir bem, praticar atividades físicas, manter uma alimentação equilibrada e controlar fatores como hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool são medidas importantes. O cuidado com a saúde auditiva e o combate à depressão e ao isolamento social também merecem atenção.

 

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Em relação à frequência, o especialista considera viável reservar de 20 a 30 minutos para os exercícios mentais, de três a cinco vezes por semana. A duração pode ser adaptada à rotina e às condições de cada pessoa. A orientação é manter a regularidade e combinar os jogos com hábitos saudáveis, lembrando que a estimulação cognitiva pode beneficiar pessoas de diferentes idades, mas não substitui o acompanhamento médico.

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