Aquecimento das águas do Oceano Pacífico já foi identificado por cientistas e pode provocar impactos significativos no clima global até 2027.
A Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou o início das condições características do fenômeno El Niño após identificar o aquecimento das águas do Oceano Pacífico tropical durante as primeiras semanas de junho. A previsão dos especialistas é que o evento climático permaneça ativo até o início de 2027.
Segundo o órgão norte-americano, as medições realizadas ao longo da faixa equatorial do Pacífico registraram temperaturas acima da média histórica, cenário considerado um dos principais indicadores para a caracterização do fenômeno.
Os dados mais recentes apontam uma elevação de aproximadamente 0,7°C na temperatura da superfície do mar, superando o limite de 0,5°C utilizado internacionalmente para confirmar a ocorrência do El Niño.
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POSSIBILIDADE DE FENÔMENO INTENSO
Os pesquisadores da NOAA avaliam que existe uma probabilidade significativa de o aquecimento atingir níveis ainda mais elevados nos próximos meses. As projeções indicam que o fenômeno pode alcançar intensidade forte entre o fim de 2026 e o início de 2027, com temperaturas superiores a 2°C acima da média em determinadas áreas do Pacífico.
Caso esse cenário se confirme, os efeitos poderão ser sentidos em diferentes regiões do planeta, alterando padrões de chuva, temperatura e circulação atmosférica.
IMPACTOS ESPERADOS NO BRASIL
No território brasileiro, o El Niño costuma provocar mudanças importantes no regime de chuvas. As regiões Norte e Nordeste tendem a enfrentar períodos mais secos e com menor volume de precipitação, aumentando o risco de estiagens e dificuldades relacionadas ao abastecimento de água.
Já na região Sul, o fenômeno geralmente favorece a ocorrência de chuvas acima da média, elevando o risco de enchentes e eventos climáticos extremos. Situações semelhantes foram registradas durante episódios anteriores do El Niño, especialmente em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
ESPECIALISTAS ACOMPANHAM EVOLUÇÃO
Para pesquisadores da área climática, embora o aquecimento dos oceanos esteja associado ao aumento das temperaturas globais, é importante diferenciar os efeitos do El Niño das mudanças climáticas de longo prazo.
Especialistas explicam que o fenômeno faz parte da variabilidade natural do sistema climático terrestre, ainda que seus impactos possam ser potencializados em um planeta cada vez mais quente.
A NOAA continuará monitorando a evolução das condições oceânicas e atmosféricas. Uma nova atualização sobre o comportamento do El Niño está prevista para ser divulgada nas próximas semanas, trazendo informações mais detalhadas sobre a intensidade e a duração do fenômeno.
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O acompanhamento constante é considerado fundamental para que governos, produtores rurais e órgãos de defesa civil possam se preparar para possíveis impactos causados pelas alterações climáticas associadas ao evento.