O governo já estuda aumentar ainda mais os percentuais do etanol na mistura, chegando a 35%
O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%, entra em vigor em 1º de agosto e já levanta dúvidas entre os motoristas sobre os impactos nos veículos. O governo também estuda ampliar o percentual para 35%, enquanto especialistas e entidades do setor divergem sobre os possíveis efeitos.
Segundo o professor Marcio D’Agosto, da Coppe/UFRJ, a mudança não deve causar problemas nos carros fabricados no Brasil, especialmente os modelos flex. Já veículos importados podem apresentar perda de desempenho, já que foram desenvolvidos para combustíveis com menor concentração de etanol.
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O especialista explica que o etanol possui menor poder calorífico do que a gasolina, o que pode reduzir o rendimento dos motores importados e aumentar o consumo de combustível.
Nos Estados Unidos, Europa e Japão, a gasolina recebe percentuais bem menores de etanol, variando entre 3% e 10%, enquanto no Brasil a mistura passará para 32%.
Entidades como Brasilcom, Abicom, Fecombustíveis e SindTRR criticaram a decisão do governo, alegando que a ampliação da mistura foi aprovada sem a conclusão de todos os testes técnicos necessários. Segundo elas, cerca de 15% da frota brasileira ainda utiliza motores exclusivamente a gasolina, além de motocicletas e embarcações que também podem ser afetadas.
As associações alertam para possíveis alterações no desempenho dos motores, aumento dos custos de manutenção e necessidade de ajustes nas especificações da gasolina, como octanagem e densidade.
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Embora a gasolina possa ficar alguns centavos mais barata nas bombas, especialistas lembram que o maior consumo provocado pelo aumento do etanol pode reduzir ou até eliminar essa economia no bolso do motorista.