Satélites monitoram erupção vulcânica submarina no Mar de Bismarck, onde cientistas investigam a possibilidade de uma nova formação de terra
Uma erupção no fundo do oceano pode dar origem a uma nova ilha ao norte de Papua-Nova Guiné, no Mar de Bismarck.
A atividade do vulcão foi detectada por satélites da NASA e de outras agências espaciais, que observaram sinais como nuvens de vapor, mudanças na cor da água, cinzas e pedaços de rocha vulcânica flutuando na superfície do mar.
Cientistas ainda tentam descobrir qual vulcão está em atividade, a profundidade de onde aconteceu e se o material liberado será suficiente para ficar por cima da água.
Veja também

Família fisga boto raro que só existe no Brasil no rio Araguaia
Bactéria encontrada em rãs elimina tumores de câncer colorretal em estudo com ratos
A erupção aconteceu em uma área chamada Dorsal de Titã. O lugar fica em uma parte do oceano pouco conhecida pelos pesquisadores, com falhas formadas pelo movimento das placas tectônicas.
Antes da confirmação pelas imagens, equipamentos usados para registrar terremotos, chamados sismógrafos, encontraram uma série de pequenos tremores no dia 08 de maio. No dia seguinte, os satélites Aqua e Terra, da NASA, detectaram grandes nuvens brancas de vapor liberadas pela erupção.
O satélite PACE, também da NASA, encontrou alterações na cor e no movimento da água perto do local. Essas mudanças indicam a presença de materiais liberados pelo vulcão, como minerais e partículas transportadas pela água.
NASA ESTÁ DE OLHO NA ERUPÇÃO

Nos dias seguintes, outros satélites observaram colunas de cinzas vulcânicas subindo vários quilômetros acima do oceano. Imagens de alta resolução feitas pelos satélites Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia, e Landsat 9, da NASA e do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), nos dias 10 e 11 de maio, mostraram detalhes da atividade próxima à superfície.
Uma análise usando imagens com cores adaptadas mostrou áreas com sinais de calor liberado pela erupção. Em 12 de maio, o instrumento VIIRS, instalado no satélite Suomi NPP, encontrou regiões com temperaturas acima do normal em uma área de cerca de sete quilômetros quadrados.
Para Simon Carn, vulcanólogo da Michigan Tech, a quantidade de calor identificada indica que uma grande quantidade de material quente está próxima da superfície do oceano.
Deve haver muito material quente perto da superfície para gerar tantas anomalias térmicas.
Segundo Carn, isso pode indicar que a abertura por onde o vulcão libera material está em uma profundidade menor do que a prevista atualmente.
NOVA ILHA PODE SURGIR
Além das nuvens de vapor e cinzas, os satélites registraram grandes áreas do oceano com alteração de cor, gases liberados pelo vulcão e concentrações de pedra-pomes, um tipo de rocha vulcânica leve que consegue flutuar na água.
Sensores espaciais acompanharam o deslocamento dessas pedras pelo oceano, formando longas faixas carregadas pelas correntes marítimas.
Agora, os pesquisadores acompanham se o material acumulado pela erupção poderá formar uma nova ilha.
Estamos aguardando para ver se uma nova ilha está prestes a surgir — algo que raramente conseguimos observar com satélites em tempo real.
Caso uma área de terra apareça na superfície do oceano, os cientistas vão acompanhar como ela se desenvolve. A formação pode criar um tipo de estrutura vulcânica chamada cone de tufo, que surge quando cinzas e fragmentos de rocha se acumulam após entrar em contato com a água.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Também existe a possibilidade da nova ilha desaparecer por causa da força das ondas e da erosão. Outra hipótese é que a erupção aumente de intensidade caso a água do mar alcance uma região de magma próxima à superfície.
Fonte: IG