Ferramenta identifica os erros mais comuns cometidos por quatro condições específicas: transtorno do espectro autista, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, dislexia e disgrafia
Uma nova ferramenta de inteligência artificial promete tornar a correção de redações mais inclusiva ao considerar as características de estudantes neurodivergentes durante a avaliação dos textos. A tecnologia foi desenvolvida para identificar dificuldades específicas relacionadas ao transtorno do espectro autista (TEA), TDAH, dislexia e disgrafia, evitando que erros típicos dessas condições prejudiquem a nota final.
A novidade foi incorporada à plataforma Red1000, do grupo Cogna, utilizada por instituições de ensino para a correção automática de redações. Atualmente, cerca de 2,3 mil estudantes neurodivergentes já estão cadastrados na ferramenta, o que representa aproximadamente 5% do total de usuários da plataforma.
O desenvolvimento da tecnologia acompanha o crescimento do número de estudantes diagnosticados com TEA nas escolas brasileiras. Dados do Censo Escolar 2025 mostram que o total de alunos com autismo saltou de cerca de 294 mil, em 2021, para mais de 1,29 milhão em 2025, tornando esse o grupo mais numeroso da educação especial no país.
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Segundo os desenvolvedores, a inteligência artificial foi treinada para reconhecer padrões de escrita característicos dessas condições e diferenciar dificuldades decorrentes da neurodivergência de falhas relacionadas ao domínio da língua portuguesa. Com isso, a proposta é oferecer uma avaliação mais justa e compatível com as necessidades de cada estudante, sem comprometer os critérios pedagógicos.
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Especialistas avaliam que iniciativas desse tipo podem ampliar a inclusão no ambiente escolar, desde que a tecnologia seja utilizada como ferramenta de apoio ao trabalho dos professores. A expectativa é que soluções baseadas em inteligência artificial contribuam para reduzir barreiras na aprendizagem e garantir avaliações mais adequadas à diversidade dos alunos.