Técnica chamada de estimulação acelerada contínua em rajadas theta (a-cTBS) envolve sessões curtas e promoveu uma melhora mesmo após um mês da intervenção
Uma nova abordagem terapêutica voltada a crianças com transtorno do espectro autista (TEA) apresentou resultados promissores ao indicar melhora em habilidades de comunicação social em um período curto de intervenção, segundo pesquisa recente.
O estudo analisou uma técnica de estimulação cerebral não invasiva aplicada ao longo de cinco dias, com sessões intensivas. Os pesquisadores observaram avanços em aspectos como interação social, linguagem e responsividade das crianças participantes logo após o fim do tratamento.
A intervenção faz parte de uma linha de pesquisas que busca novas formas de estimular redes cerebrais relacionadas à comunicação e ao comportamento social. Essas áreas são justamente as mais afetadas no TEA, condição caracterizada por dificuldades persistentes na interação social e na comunicação, além de padrões repetitivos de comportamento.
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Especialistas destacam que, embora terapias comportamentais e educacionais sigam sendo o principal tratamento, novas técnicas vêm sendo estudadas como possíveis complementos para melhorar resultados, especialmente quando aplicadas precocemente. Em geral, intervenções no autismo têm como objetivo estimular a comunicação, aumentar a autonomia e reduzir barreiras no convívio social.
Pesquisadores ressaltam, no entanto, que os resultados ainda são iniciais e precisam de acompanhamento de longo prazo para avaliar a durabilidade dos ganhos e a segurança da técnica em diferentes perfis de pacientes.
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O campo do tratamento do autismo segue em expansão, com estudos que combinam neurociência, tecnologia e terapias comportamentais na busca por melhores estratégias de intervenção.