Embarcação teve casa de máquinas danificada; Teerã exige fim do bloqueio e das sanções para reabrir passagem estratégica
Um novo ataque contra uma embarcação na região do Estreito de Ormuz voltou a aumentar a tensão no Oriente Médio e pressionou os preços do petróleo nesta terça-feira (18). O barril do Brent chegou a US$ 91,49, maior nível desde o fim de julho.
A escalada acontece em meio à redução do tráfego de navios pela importante rota marítima, considerada estratégica para o mercado mundial de energia. O estreito é responsável por uma parcela significativa do transporte internacional de petróleo e gás, e qualquer interrupção aumenta o temor de problemas no abastecimento.
O mercado também acompanha o impasse entre Estados Unidos e Irã. As negociações para normalizar a circulação de embarcações pela região não avançaram, enquanto as ameaças entre os dois países aumentaram a preocupação com uma nova escalada do conflito.
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Na segunda-feira (17), o Brent já havia encerrado o dia a US$ 91,10, depois de uma alta superior a 3%. O WTI, referência do mercado americano, fechou a sessão em US$ 84,25.
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A possibilidade de novos ataques e de uma interrupção prolongada no Estreito de Ormuz pode manter o petróleo pressionado nas próximas semanas. Para consumidores e empresas, uma alta persistente da commodity pode significar combustíveis mais caros e maior pressão sobre a inflação.