NYT/Eva Marie Uzcategui
Um novo medicamento para combater o colesterol LDL, conhecido como colesterol “ruim”, vem chamando atenção pelos resultados apresentados em estudos. A nova terapia atua sobre a proteína PCSK9, mecanismo que permite ao fígado aumentar a capacidade de retirar o LDL da circulação.
Entre os tratamentos mais recentes está a inclisirana, aplicada por injeção e indicada para adultos com determinados tipos de colesterol elevado que não conseguem atingir as metas mesmo utilizando estatinas na dose máxima tolerada. No Brasil, o medicamento recebeu aprovação da Anvisa em 2023.
Estudos da série ORION apontaram que a inclisirana pode provocar uma redução média de cerca de 52% do LDL em pacientes que já utilizavam estatinas. A aplicação também tem como diferencial a frequência: depois da dose inicial e de uma segunda aplicação, o tratamento passa a ser administrado duas vezes por ano.
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A notícia do O Globo destaca uma redução que pode chegar a 70%, dependendo do medicamento, do perfil do paciente e do tratamento associado. É importante não interpretar esse percentual como resultado garantido para todas as pessoas: a resposta varia conforme o quadro clínico e a terapia utilizada.
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O colesterol LDL elevado está associado ao desenvolvimento de aterosclerose, processo em que placas de gordura se acumulam nas artérias e aumentam o risco de problemas cardiovasculares. Por isso, apesar das novidades no tratamento, a escolha do medicamento e da dose deve ser feita com acompanhamento médico, especialmente para pacientes que já apresentam alto risco cardiovascular.