Dados do Ministério da Saúde mostram que 36,4% dos adultos monitorados têm obesidade; estudo aponta barreiras ao tratamento no paí
A quantidade de brasileiros adultos com obesidade acompanhados pela Atenção Primária à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou expressivamente na última década. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde, mostram que o número passou de 3,09 milhões para 11,12 milhões de pessoas no período, um crescimento superior a três vezes.
O avanço também aparece entre os adultos com sobrepeso. Nesse grupo, os registros passaram de 4,19 milhões para 10,76 milhões em dez anos. O levantamento aponta ainda que, em 18 estados brasileiros, pelo menos 70% dos adultos acompanhados pela rede pública apresentam excesso de peso.
Entre as unidades da Federação, o Rio Grande do Sul registra a maior proporção de adultos com obesidade, com 42,6%. Na sequência aparecem São Paulo, com 40,5%, e Rio de Janeiro, com 40,1%. Os números reforçam a dimensão do desafio enfrentado pelos serviços públicos de saúde no acompanhamento e tratamento da doença.
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O cenário foi debatido durante o XVI Congresso Latino-Americano de Obesidade, realizado em Salvador. Entre os obstáculos apontados por especialistas estão o financiamento insuficiente, os custos dos tratamentos, a estrutura limitada de atendimento e a falta de profissionais para compor equipes multidisciplinares, como nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas.
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A preocupação também envolve crianças e adolescentes. O Atlas Mundial da Obesidade 2026 indica que 20,7% dos brasileiros entre 5 e 19 anos apresentam sobrepeso ou obesidade, o equivalente a aproximadamente uma em cada cinco pessoas nessa faixa etária. Em 2010, o índice era de 14,6%, evidenciando o crescimento do problema e a necessidade de ampliar ações de prevenção e assistência.