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O desafio de transformar a BNCC Computação em prática real nas redes públicas
Foto: Reprodução

Políticas públicas como o VAAR podem acelerar a chegada da computação a todas as escolas, mas a mudança depende de vontade política e apoio à formação docente

Para falar da BNCC Computação, precisamos olhar no retrovisor. Voltamos para 2018, quando a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) passou a determinar que todos os estudantes brasileiros devem desenvolver competências digitais e de pensamento computacional ao longo da educação básica. Essa diretriz marca um avanço importante: reconhecer que compreender a lógica das tecnologias é tão importante quanto ler, escrever e calcular.

 

No entanto, transformar esse princípio em prática cotidiana nas escolas públicas ainda é um desafio. O Brasil vive um momento decisivo: de um lado, há avanços em políticas de tecnologia e inovação; de outro, persistem desigualdades em infraestrutura, formação docente e acesso. A partir de 2026, todas as redes de ensino deverão implementar a BNCC Computação, complemento à BNCC, que estabelece habilidades e competências essenciais de computação para os estudantes.

 

O sucesso da implementação da BNCC Computação, porém, dependerá da capacidade das redes de ensino de articular currículo, investimento e formação docente em torno de um projeto de transformação digital humanizada.

 

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Um dos instrumentos mais promissores para viabilizar essa transformação é o VAAR (Valor Aluno Ano Resultado), indicador criado pelo MEC (Ministério da Educação) para medir a qualidade da educação básica nas redes públicas. O VAAR relaciona o investimento realizado por aluno com o desempenho obtido, permitindo uma análise mais precisa da eficácia dos recursos aplicados.

 

Esse indicador é um dos destaques do novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), aprovado em 2020, principal fundo público composto por recursos de impostos destinados ao financiamento da educação básica pública. O VAAR adota uma lógica de financiamento baseada não apenas no número de matrículas, mas também nos resultados de aprendizagem e na equidade. Ou seja, escolas que melhoram o desempenho dos alunos (especialmente os mais vulneráveis) recebem mais apoio financeiro.

 

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Na prática, o VAAR estimula estados e municípios a desenvolver planos de melhoria da aprendizagem, que podem incluir a implementação da BNCC Computação, a formação docente em tecnologias digitais e o fortalecimento de uma cultura de inovação pedagógica. 

 

Fonte: Porvir

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