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O paradoxo da reciclagem no Brasil: quem mais recicla é quem vive nas piores condições
Foto: Reprodução

Estima-se que cerca de 90% dos materiais recicláveis que chegam à indústria no Brasil tenham passado pelas mãos de catadores de papel, latinhas e outros materiais

Apesar de serem responsáveis por grande parte da reciclagem no país, catadores de materiais recicláveis continuam enfrentando condições precárias de trabalho e baixa remuneração no Brasil. O cenário revela um paradoxo: os trabalhadores que mais contribuem para a preservação ambiental estão entre os mais vulneráveis socialmente.

 

Estima-se que centenas de milhares de pessoas sobrevivam da coleta e venda de materiais recicláveis. Esses profissionais recolhem itens como papelão, plástico, vidro e alumínio, ajudando a reduzir o volume de resíduos descartados e contribuindo diretamente para a reciclagem.

 

Mesmo com esse papel fundamental, muitos catadores atuam de forma informal e sem direitos trabalhistas, enfrentando jornadas longas e exposição a riscos à saúde. Em diversos casos, o trabalho é realizado em lixões ou nas ruas, onde os trabalhadores lidam com resíduos contaminados e falta de equipamentos de proteção.

 

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Outro problema apontado por especialistas é a desigualdade na cadeia da reciclagem. Enquanto indústrias e empresas lucram com o reaproveitamento de materiais, os catadores — que realizam a coleta inicial — recebem apenas uma pequena parte do valor gerado.

 

O paradoxo da reciclagem no Brasil: por que os trabalhadores que mais contribuem são os que mais sofrem? — Foto: Adobe Stock

Foto: Reprodução

 

Dados e projetos sociais indicam que os catadores são responsáveis por até cerca de 90% do material reciclado no Brasil, embora muitas vezes permaneçam invisíveis para o poder público e para empresas que atuam na gestão de resíduos.NAlém da baixa renda, muitos trabalhadores também enfrentam falta de reconhecimento e dificuldade de acesso a políticas públicas. Apenas uma pequena parcela está organizada em cooperativas, o que limita a garantia de direitos e melhores condições de trabalho.

 

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Especialistas defendem que ampliar programas de inclusão, fortalecer cooperativas e criar políticas de remuneração pelo serviço ambiental prestado são medidas essenciais para reduzir essa desigualdade. Afinal, sem o trabalho desses profissionais, a reciclagem no país seria significativamente menor. 

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