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O que acontece se eu comer proteína demais?
Foto: Reprodução

A ingestão diária recomendada de proteína para adultos é de 0,84 grama por quilo de peso corporal para homens e 0,75 grama por quilo para mulheres

A verdadeira “febre da proteína” tomou conta das redes sociais e vem preocupando especialistas em nutrição. De academias a influenciadores digitais, o consumo de shakes proteicos e alimentos “turbinados” com proteína virou quase uma regra — mas a pergunta que fica é: será que tudo isso é realmente necessário?

 

Enquanto marcas de alimentos estampam cada vez mais “rico em proteína” nos rótulos para atrair consumidores, especialistas alertam que muita gente já consome mais proteína do que o corpo realmente precisa — e o excesso pode trazer consequências.

 

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PROTEÍNA É IMPORTANTE, MAS NÃO É PARA EXAGERAR

 

A proteína é fundamental para o organismo. Ela ajuda na formação dos músculos, hormônios, enzimas e ainda participa do sistema imunológico. Também pode ser usada como fonte de energia.

 

No entanto, diretrizes nutricionais indicam que apenas uma parte da alimentação diária precisa vir das proteínas — entre 15% e 25% da energia consumida no dia.

 

Para se ter ideia, a recomendação média diária é de cerca de 0,84g de proteína por quilo de peso corporal para homens e 0,75g para mulheres. Ou seja, um homem de 90 kg precisa de aproximadamente 76g por dia, enquanto uma mulher de 70 kg precisa de cerca de 53g.

 

Mesmo assim, a realidade mostra outro cenário: grande parte das pessoas já ultrapassa essa quantidade sem perceber.

 

Proteínas

 

“QUANTO MAIS PROTEÍNA, MELHOR?” NÃO É BEM ASSIM

 

A ideia de que consumir proteína em excesso traz mais músculos não é verdadeira. Estudos mostram que há um limite de benefício — e passar dele não acelera o ganho de massa muscular.

 

Para quem treina musculação, o consumo pode chegar até cerca de 1,6g por quilo de peso corporal por dia. Mas acima disso, não há vantagens comprovadas para o crescimento muscular.

 

E o alerta vem justamente aí: o excesso não “some” do corpo como muitos pensam.

 

O EXCESSO VIRA GORDURA E PODE SOBRAR NA SAÚDE

 

Quando consumida em excesso, a proteína também vira energia — e o que o corpo não usa acaba sendo armazenado como gordura.

 

Ou seja: exagerar na proteína pode, sim, contribuir para o ganho de peso.

 

Em casos específicos, como pessoas com doença renal crônica, o consumo excesivo pode ser ainda mais perigoso, exigindo acompanhamento médico rigoroso.

 

Há ainda situações extremas conhecidas como “intoxicação por proteína”, quando há consumo exagerado sem equilíbrio com outros nutrientes como carboidratos e gorduras. O quadro já foi associado historicamente ao termo “fome do coelho”, devido a dietas restritas e perigosas.

 

Quanto de proteína você deve consumir por dia? Entenda | CNN Brasil

Fotos: Reprodução

 

ORIGEM DA PROTEÍNA TAMBÉM IMPORTA

 

Nem toda proteína é igual. Ela pode vir de fontes animais, como carne, ovos e laticínios, ou de fontes vegetais, como feijão, lentilha e grãos.

 

Estudos indicam que o consumo elevado de proteínas de origem animal pode estar associado a maior risco de doenças, como diabetes tipo 2 e até mortalidade precoce em idosos.

 

Já as proteínas vegetais aparecem ligadas a benefícios importantes, como:

 

menor risco de câncer
menor risco de diabetes tipo 2
melhora do colesterol
maior consumo de fibras, essenciais para o intestino e o coração

 

NO FINAL, O SEGREDO É O EQUILÍBRIO

 

Especialistas reforçam que o problema não é a proteína em si, mas o exagero e o desequilíbrio na dieta.

 

Proteínas, carboidratos e gorduras precisam trabalhar juntos para manter o corpo funcionando corretamente. O excesso de um único nutriente não traz vantagem — e pode até trazer riscos.

 

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A recomendação final é clara: antes de seguir modismos das redes sociais, o ideal é buscar equilíbrio alimentar e orientação profissional. 

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