O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que a Europa não está preparada para altas temperaturas, ligadas a cúpula de calor e mudanças climáticas
A onda de calor que atinge a Europa e já foi associada a mais de 1.300 mortes tem uma combinação de fatores climáticos, mas os principais são a chamada cúpula de calor e o avanço das mudanças climáticas.
A cúpula de calor acontece quando uma massa de ar de alta pressão fica praticamente parada sobre uma região, funcionando como uma “tampa” na atmosfera. Esse bloqueio impede a circulação normal do ar e faz com que o calor fique preso próximo à superfície.
Com isso, o ar desce, se comprime e aquece ainda mais ao se aproximar do solo. Ao mesmo tempo, esse processo reduz a formação de nuvens, permitindo maior incidência solar durante o dia — o que eleva ainda mais as temperaturas.
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Outro agravante é a entrada de ventos quentes vindos do norte da África, que transportam ar extremamente seco e quente para países europeus. Essa combinação ajudou a empurrar os termômetros para níveis recordes em países como Germany, Poland e Czech Republic, com temperaturas acima de 40°C.
Embora o El Niño contribua para o aumento das temperaturas globais, especialistas explicam que ele não é o principal responsável por esta onda de calor específica na Europa. Seu impacto costuma ser mais forte em regiões como Ásia e Oceania.
O fator estrutural mais preocupante segue sendo o aquecimento global. Segundo a World Health Organization, a Europa está aquecendo em ritmo duas vezes maior que a média mundial, tornando eventos extremos cada vez mais frequentes.
Fotos: Reprodução
O calor intenso afeta especialmente idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. Além das mortes diretamente ligadas ao estresse térmico, há aumento de problemas cardiovasculares, desidratação e sobrecarga nos sistemas de saúde e energia.
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Especialistas alertam que ondas de calor que antes eram consideradas raras — ocorrendo uma vez por geração — agora tendem a se repetir quase todos os anos, exigindo novos planos de adaptação urbana, reforço na saúde pública e maior preparo da população.