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O SARAJEVO DE 2026: O sequestro de Maduro e a sombra da Terceira Guerra Mundial
Foto: Reprodução / PORTAL DO ZACARIAS

*Por Plínio César A. Coêlho - O mundo acordou em 3 de janeiro de 2026 sob o impacto de um evento que mudou o curso da história moderna. Ao executar o sequestro de Nicolás Maduro em plena Caracas, Donald Trump não apenas capturou um adversário político; ele disparou o tiro que pode ter estilhaçado a paz global. Assim como o Atentado de Sarajevo desencadeou a Primeira Guerra Mundial ao romper o equilíbrio entre as potências da época, este ato de força bruta na Venezuela coloca uma interrogação sobre o futuro da humanidade: estaríamos diante do estopim da Terceira Guerra Mundial?

 

A analogia é profunda e perturbadora. Em 1914, o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando foi o gatilho que ativou alianças militares automáticas entre a Tríplice Entente e as Potências Centrais. Hoje, o sequestro de um chefe de Estado soberano por forças especiais americanas desafia diretamente o eixo formado por Rússia e China, que possuem interesses existenciais e financeiros em solo venezuelano. A pergunta que ecoa nos centros de inteligência desde a madrugada desse dia 3 é: qual será a "resposta em cadeia" de Moscou e Pequim a esse desrespeito frontal à soberania internacional?

 

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Seria a retaliação da China apenas uma nova "Guerra Comercial" ou o primeiro passo para o confronto total? Se Pequim responder com um embargo de terras raras ou o despejo de títulos da dívida americana, ela não estará apenas taxando produtos, mas tentando asfixiar a máquina de guerra dos EUA. Historicamente, quando as sanções econômicas falham em dobrar uma potência, o próximo passo é o uso da força. Estaríamos vendo a economia deixar de ser um campo de negociação para se tornar o prelúdio da artilharia?

 

Se em 1914 o mecanismo de defesa mútua arrastou nações que nem sequer tinham conflitos diretos entre si, em 2026 o risco é semelhante. De um lado, temos o bloco liderado pelos EUA e aliados da OTAN; do outro, uma aliança informal, mas poderosa, de nações do "Eixo Leste" e parte dos BRICS. Se a Rússia decidir que a queda de Maduro é uma ameaça à sua projeção de poder no Ocidente, poderemos ver um efeito dominó militar que começa nas Caraíbas e termina nas fronteiras da Europa ou no Estreito de Taiwan.

 

O prenúncio de um conflito de escala global manifesta-se no fim da diplomacia. Quando as regras são substituídas pelo sequestro e pela ocupação direta para controle de recursos — como o petróleo —, o tabuleiro mundial perde a estabilidade.
Se este ato for interpretado como o novo padrão das superpotências, o mundo poderá ver uma escalada de retaliações onde cada nação se sente no direito de intervir onde desejar, transformando tensões regionais em uma conflagração total. Seria este o parágrafo inicial do capítulo mais sangrento do século XXI?

 

A grande questão é que, no cenário de 2026, a China já avisou que "não permitirá que se dispare o segundo tiro". Isso sugere que a economia pode ser apenas o primeiro round de algo muito mais letal.

 

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* Plinio Cesar Albuquerque Coêlho é professor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É mestre em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutorando na Universidade de Ciências Empresariais e Sociais (UCES), em Buenos Aires.

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